A importância das características de pequenos munícipios no combate da COVID

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Dissertação por mestranda da UFES evidência relação entre densidade demográfica e a propagação do vírus. 

De João Vítor Malta Almeida.

No início de 2020, diante das altas taxas de transmissão e a ausência de vacinas, foram implementadas medidas preventivas que procuravam evitar a disseminação do coronavírus. No entanto, tais precauções ocorreram no âmbito estadual, não compreendendo as particularidades e reais necessidades dos munícipios de menor porte do estado. 

Em sua dissertação de mestrado, a aluna Laylla Veridiana defende que entender a correlação entre a densidade demográfica, a prevalência do COVID-19 e as relevâncias de cada município (como seus aspectos sociodemográficas, comorbidades e sintomas apresentados pelos indivíduos) permitem a elaboração de medidas mais acertadas para o distanciamento social e uma melhor distribuição dos auxílios médicos. Tendo como objetivo a minimização de internações e óbitos. 

A partir de seu estudo do inquérito populacional do estado do Espírito Santo (realizado entre maio e junho de 2020), a mestranda também pode concluir que ocorreu um aumento progressivo de casos nos municípios de menor porte no Espírito Santo acompanhando os de municípios mais populosos. Indicando que a propagação da doença se deu das regiões metropolitanas para as regiões interioranas.

Com o passar dos meses, o estado do Espírito Santo foi instaurando medidas apropriadas a cada localidade. Entretanto, o panorama nacional, em sua grande parte, não se equivaleu.  

Vale lembrar que no início da pandemia, o governo estadual mobilizou o hospital Dr. Jayme Santos Neves, no município da Serra, para também atender aqueles de fora da grande Vitória que se encontrassem em casos mais graves da doença.  

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