Conforto e funcionalidade: as mudanças que a pandemia trouxe para os interiores da casa

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Emanuela Afonso

Com o advento do home office, foi necessário mudanças nas moradias para o trabalho, o que deve seguir como tendência no pós-pandemia. 

No dia 26 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil. Desde então, mudanças foram impreteríveis para conter o avanço da doença. Uma delas foi o home office. O lugar que habitamos teve de se adequar a uma nova realidade: trabalho, família, descanso e lazer. 

Cadeiras, mesas, estantes, computadores e luz, foram alguns dos itens que muitas pessoas tiveram que se adaptar ao “novo normal”. Esse é o caso da estudante de engenharia elétrica Demily Moreira, que adaptou o seu quarto para trabalhar. 

“Trabalhei de casa, um pouco mais de um ano, em uma empresa privada. As mudanças foram muitas, posso começar dizendo pela internet, sem o contato presencial a tecnologia foi minha aliada. Fazer a troca da minha rede foi o primeiro passo. Mas não para por aí. Eu não tinha um escritório em casa. O meu quarto também virou local de trabalho. E isso impôs a compra de cadeira, webcam, entre outros objetos”, disse a estudante. 

Atualmente, Demily trabalha presencialmente, seguindo os protocolos de segurança da empresa. No entanto, a mesma acredita que manter o quarto-escritório é essencial para o futuro e os novos formatos de trabalho. 

“Mesmo voltando ao presencial, deixarei o “cantinho” que eu organizei para realizar minhas atividades. O modelo híbrido no trabalho deve seguir e se tornar algo comum no futuro. Caso eu mude de casa ou comece a construir, está nos meus planos um local exclusivo para trabalho e reuniões”, finalizou Demily. 

Arquitetura pós-pandemia 

Apesar de vislumbrarmos a esperança do retorno à normalidade com as vacinas, é impossível ignorar as transformações que a pandemia levará para o futuro. Uma perspectiva que já apresenta mudanças é a visão do arquiteto nos projetos pós-pandemia. É possível afirmar uma mudança para que esse fenômeno passe do improviso para algo traçado e detalhado, de acordo com a arquiteta e urbanista Joyce Souza. 

“Podemos admitir uma mudança em relação a um espaço devidamente projetado e pensado para trabalhar em casa. Tais projetos devem analisar a praticidade e a ergonomia dos espaços, de modo a aumentar a produtividade do trabalhador”, frisou a arquiteta. 

O arquiteto é responsável por idealizar os espaços para uso dos humanos, neste cenário pós-pandemia, a meta é pensar e propor um ambiente aliando conforto e funcionalidade. A mudança para o home office foi inesperada. Os móveis precisaram ser adaptados ou compartilhados, como, por exemplo, a cadeira da sala virar o assento para o trabalho. 

“Todo espaço é possível de ser adaptado e modificado para atender a necessidade de cada um. Não sendo diferente para quem passa a trabalhar em casa. De acordo com o espaço e as exigências para o desenvolvimento da sua função, o ambiente pode ser pensado para agrupar várias funções, como o quarto passar a ser um espaço para trabalho/estudo.”

É importante conhecer modelos de móveis e planejar bem o espaço. Desse modo, além de um excelente custo-benefício, será possível aproveitará o máximo da funcionalidade. 

“Buscar o conforto através de móveis adaptados ou que possuem mais de uma função, cadeiras e mesas com maior comodidade seguindo a ergonomia de cada pessoa. Aliando itens de decoração trazendo assim a personalidade do indivíduo”, finalizou Joyce Souza. 

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