Evento discute papel do educador com novos alunos

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Por Julia Lopes


A aula inaugural do Centro de Educação da Ufes no segundo semestre de 2020 já foi iniciada com um apelo do professor Daniel Cara aos novos estudantes: lutar pelo direito à educação é dever dos educadores. Professor da Faculdade de Educação da USP, o pesquisador defendeu a formação de novos gestores da educação brasileira ao invés de apenas professores. 

Para ele, a luta pelo direito à educação exige que os educadores reivindiquem a gestão da educação. Em sua análise, esse direito é é permeado de conflitos, visto que depende da partilha das riquezas da sociedade pelo Estado, o que ele aponta como um dos maiores problemas históricos do Brasil. “A luta pelos direitos sociais sempre é uma luta contra as elites econômicas estabelecidas”, conclui o educador. 

Daniel Cara argumenta sobre três tarefas essenciais ao educador: ensinar, orientar o trabalho na capacidade de lecionar a todos e lutar pelo direito à educação. “A primeira tarefa do educador é lecionar, ensinar. A segunda é compreender que o exercício do magistério deve estar pautado essencialmente na empatia, na alteridade, na luta contra as discriminações, na capacidade de lecionar para todas e todos e de fazer com que os estudantes tenham consciência de serem cidadãos plenos. A terceira tarefa é lutar pelo direito à educação.”

A mediadora do bate papo foi a professora do Departamento de Educação, Política e Sociedade (Deps) da Ufes Gilda Cardoso. A live foi transmitida pelo Youtube.

O professor Daniel Cara é uma referência no campo da educação brasileira e foi membro titular no Fórum Nacional de Educação (FNE) entre 2010 e 2017. Na conversa com os novos estudantes da Ufes, ele defendeu o papel do profissional da educação para a união entre educação e cidadania. O professor define a educação como “apropriação de cultura”, enquanto a cidadania é “o direito que as pessoas têm de serem plenamente humanas, de terem uma vida plena”.

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