Coluna “Muro das lamentações do Earte”

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por Cecilia Miliorelli / Edição Andrezza Steck

Este é um espaço exclusivo para dar visibilidade às queixas mais frequentes dos estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo acerca do semestre especial de 2020 e do ensino remoto. As histórias aqui contadas são selecionadas diretamente do Twitter e abordam as dificuldades e desafios enfrentados pelos alunos de forma bem-humorada, mas sem deixar de lado a crítica presente nas narrativas

As inesgotáveis atividades assíncronas

A comoção geral dos estudantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) tem sido perceptível nos últimos dias. O motivo todo mundo já sabe: a adoção do Ensino-Aprendizagem Remoto Temporário e Emergencial (Earte). Nas últimas semanas, no entanto, o motivo principal do descontentamento dos alunos foi a metodologia adotada por alguns professores. Nas redes sociais, eles contam algumas histórias trágicas que demonstram o desespero de alunos e professores para sobreviverem ao Earte.

Aparentemente o período de cancelamento das matrículas suscitou questões envolvendo a carga de trabalho dos professores e do outro lado a quantidade de tarefas assíncronas a cargo dos alunos. Assim, os estudantes foram para o Twitter desabafar sobre as situações vividas nesse período. Como sempre, o Universo Ufes esteve lá e selecionou os melhores comentários acerca do assunto.

Se liga nas histórias dos nossos guerreirinhos:

Antes do período de cancelamento, o @ph_balanceado já tinha uma reclamação a fazer. Segundo ele, as aulas síncronas estavam atrapalhando a realização de atividades. Angustiado e com uma pontada de sarcasmo, ele escreveu para o professor em um ato de desespero. Não se preocupe amigo, você não está sozinho. Infelizmente, ainda são muitas as queixas sobre o volume de exercícios. Mas é sempre bom lembrar que as atividades assíncronas não substituem as aulas síncronas e vice-versa. Poxa professor, pega leve!

O nosso amigo @marciotrojan já tinha a solução para esse problema no final de outubro. Joe Camel previu o que futuramente iria se concretizar com base nos indicativos de que os alunos não iriam dar conta das tarefas. Por um lado, 20 alunos a menos em uma disciplina também pode ser um alívio para a professora. Mas o que nós queremos saber de fato é se o @marciotrojan aproveitou a onda e também cancelou a matéria!

A prova de que não são somente os alunos que estão fartos do Earte é o tweet abaixo. O nosso amigo @gabrielsserafim quis conversar com o professor sobre a prova, mas, infelizmente, obteve uma resposta típica do ensino remoto. Ninguém mais aguenta falar sobre prova, trabalho, aula e afins. Nosso conselho para você, Gabriel, é que aguente firme, dê um tempo para o professor e depois resolva tudo com ele. Os ânimos estão alterados, mas precisamos manter a calma. Tudo vai dar certo no final!

Para não perder o costume, a @LethiciaVerli falou como está conseguindo passar pelo ensino remoto sem enlouquecer…Aparentemente, o Earte ainda tira os estudantes do sério, mesmo depois de meses de aula. Calma, amiga! Logo, logo, tudo vai acabar. Só mais uns dias para terminar 2020. Força, guerreira!

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