Cacau: centro acadêmico de Cinema foi criado para dar voz aos estudantes do curso

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Centro Acadêmico de Cinema e Audiovisual (CACAU) foi fundado em 2015 para impulsionar para impulsionar ambiente mais democrático

O Centro Acadêmico de Cinema e Audiovisual (CACAU) foi fundado em 2015 para dar voz. Ser a base de um ambiente mais plural e democrático para os alunos do recém-criado curso de Cinema da Universidade Federal do Espírito Santo e pautar as melhorias defendidas pelo estudantes.

Idealizado para ser mais uma graduação do Departamento de Comunicação Social, o curso de Cinema e Audiovisual foi aberto em 2010. Nesse momento inicial, os novos ingressantes tinham como principal representação o Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS), formado em sua maioria por estudantes de jornalismo e publicidade. 

Will Loyola, produtor executivo e bacharel em Cinema e Audiovisual, foi um participante ativo da idealização do CACAU. Ele conta que por um período houve representação de estudantes do curso do dentro do CACOS, mas que após um tempo, o Cinema percebeu que tinha demandas mais específicas e urgentes. “Começamos a questionar, queríamos equipamentos, mais professores e laboratórios melhores”. 

A diferença de horário dos cursos também foi um fator determinante para a decisão. Ao contrário do que muitos pensam, a ruptura dos estudantes de Cinema com o CACOS foi totalmente pacífica. “A ideia era criar algo que tivesse a identidade do curso de Cinema, com as especificidades e que não fosse uma oposição ao CACOS. Era uma soma dentro do departamento de comunicação social”, diz Loyola.

O CACAU nasceu com uma proposta de ser uma entidade livre sem hierarquias, onde todos os estudantes de Cinema e Audiovisual possuem voz e podem ser atendidos, de acordo com o estatuto aprovado pelos alunos em Assembleia Geral. A partir de sua criação, a representação estudantil passou a ser a maior vitrine do curso para a sociedade em geral, além de promover o encontro com diversas representações estudantis do audiovisual do brasileiro. 

“As principais conquistas do CACAU é que tentamos externar a existência do curso com amostras de produtos audiovisuais feitos pelos alunos, e internamente, lutamos pela estruturação do curso. É uma representação e um embate diário de pessoas, de decisões e existências” – Will Loyola 

CACAU HOJE

Após 2018, houve um embargo nas iniciativas culturais do Brasil, especialmente nas produções audiovisuais brasileiras. A universitária Thamyres Escardoa faz parte da atual gestão do CACAU e destaca a importância da entidade para fortalecer a cena neste momento tão delicado. “Fazemos oficinas, mini cursos com pessoas que já saíram do curso e que trabalham com o audiovisual na cidade, a fim de aproximar os alunos”. 

Com a implantação do Earte na Ufes, Escardoa conta que a articulação do centro acadêmico tem sido intensa para evitar possíveis evasões no curso. Com isso, o CACAU esteve presente em reuniões de departamento, tendo voz ativa na adequação da grade, e promovendo interações entre os calouros. 

Segundo ela, o maior problema do CACAU, é a falta de espaço físico. “A maioria dos cursos de graduação tem um prédio, o curso de cinema não. O Bob é compartilhado com o Centro de Artes todo. Não temos um lugar fixo para encontrar os professores, não temos uma sala para fazer reuniões, não temos um lugar para chamar de nosso”, queixa Thamyris.

Reportagem e edição: Bethania Miranda e Pedro Cunha

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