Seminário do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Territorialidades da Ufes debate consumo na pandemia

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texto: Isadora Fadini | edição e revisão: Cecília Miliorelli e Daniel Jacobsen

Na última terça-feira (15), aconteceu o debate da mesa “Comunicação, Consumo e Publicidade em tempos de pandemia”, que fez parte do 6º Seminário do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Territorialidades (Póscom) – caminhos da Comunicação no mundo em crise – da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O evento teve início no dia 1° de setembro e vai até o próximo dia 29 e é a primeira vez que acontece na modalidade on-line. Para discutir o tema foram convidados os pesquisadores Flávia Mayer e Eneus Trindade.

O 6º Seminário de Comunicação e Territorialidades ocorre excepcionalmente em formato remoto neste ano de 2019.

De acordo com a professora do Departamento de Comunicação Social e mediadora da mesa, Maria Nazareth Pirola, o evento trouxe discussões muito pertinentes e debates diversificados. Dentre os temas abordados, ela destacou comunicação e crise política, sociedade dos algoritmos, comunicação e racismo. Sobre a temática comunicação e consumo, Pirola acredita que o propósito é refletir sobre a reorganização do mercado e as estratégias de consumo nesse atual estágio pandêmico, pensando a comunicação e a publicidade como mediadoras desse projeto de realocação em que todos estão inseridos no momento.

Uma pesquisa realizada em abril pela Consumer Thermometer revelou a expectativa dos consumidores a respeito das marcas durante a pandemia. Segundo a pesquisa, 25% dos brasileiros desejam que as empresas deem exemplo e promovam mudança; 21% querem praticidade e realismo, ajudando os consumidores no dia a dia; já 20% dos entrevistados esperam que as marcas ataquem a crise e mostrem que ela pode ser enfrentada.

Além disso, as expectativas sobre as empresas, conforme revelam os números, seguem altas. Isso porque a pesquisa ainda revela que 18% dos consumidores acreditam ser de responsabilidade da marca usar o conhecimento para informar sobre a pandemia. Outros 11% desejam que as instituições também ajudem a reduzir a ansiedade; e para 3%, as empresas devem pensar de forma não convencional, demonstrando otimismo.

O pesquisador Eneus Trindade destacou alguns exemplos que classifica como “respostas” ou “alternativas das marcas” para a crise, como a substituição das tradicionais coroas do Burger King para os sombreiros, de forma a estimular o isolamento social.

Shopping center: alternativas de comunicação para a crise

Um local em que se é possível observar essas alternativas funcionando plenamente é o shopping center. Essa foi a discussão proposta pela professora do Póscom, doutora Flávia Mayer. Segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), até 22 de julho, de todos os shoppings analisados no território nacional, 85% já possuíam serviço de delivery e 67% de drive thru, algo que, de acordo com a professora, cresceu com a pandemia.

Para ela, outra alternativa foi o uso das redes sociais. “Se compararmos com 2019, houve um aumento de um terço nas postagens do Instagram do Shopping Vitória”, diz Mayer.

Esse é um reflexo do que vemos como “novo normal”, expressão que, para Trindade, passa uma ideia equivocada, já que busca simplificar algo tão complexo como o momento que vivemos hoje.


Confira esse e outros debates completos no canal do Póscom no YouTube clicando aqui.

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