Secretário de cultura da Ufes participa do 3° Webinar Cidades e Ocupação Cultural

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O evento foi transmitido por meio da plataforma Youtube, no canal da TV Ufes.

texto: Isabella de Paula | edição e revisão: Daniel Jacobsen e Cecília Miliorelli

Na última quarta-feira (16), a Frente Capixaba de Artistas e Produtores Culturais promoveu, em parceria com a Empresa de Comunicação Social Júnior da Universidade Federal do Espírito Santo (Ecos Jr.) e a TV Ufes, a terceira edição do Webinar Cidades e Ocupação Cultural.

O evento envolveu convidados de diferentes áreas de atuação com o objetivo de discutir caminhos possíveis para a retomada das atividades do setor cultural capixaba diante da flexibilização do isolamento social.

Durante sua participação no debate virtual, o secretário de cultura da Ufes, Rogério Borges, explicou como os espaços da universidade são administrados no período de pandemia.

Segundo ele, todos os protocolos e orientações governamentais como também da administração universitária são seguidos à risca e, por enquanto, não há previsão de retorno regular dos eventos na Ufes pois é necessário resguardar a saúde das pessoas. “Colocar em risco as pessoas não é prioridade e nem intenção da Secretaria de Cultura. Podemos apenas viabilizar publicidade ou dar mais visibilidade a um projeto”, destacou.

Em sua fala, o secretário mencionou o último protocolo anunciado pelo Governo do Estado do Espírito Santo sobre o funcionamento dos espaços culturais. Nele, foi liberado o retorno das atividades do setor cultural nos municípios com baixo risco de contaminação, mas com uma série de medidas de proteção como limite de público e utilização de máscaras.

A partir dessa recomendação, surgiu uma parceria entre a Ufes e a Unimed Vitória para a transmissão online de espetáculos de teatro e música com o acesso ao espaço físico restrito aos artistas, sem possibilidade de público presencial.

O evento inaugural de retorno aos trabalhos culturais da Ufes acontecerá entre os dias 9 de outubro e 5 de dezembro. Serão, ao todo, 19 lives com espetáculos locais e nacionais.

Rogério Borges, secretário de cultura da Ufes, durante sua fala no debate virtual.

Rogério enfatizou seu anseio por ver os espaços da universidade ocupados novamente, contudo, a Ufes permanecerá seguindo todas as orientações para a retomada gradual das atividades. “Meu sonho é ver o teatro lotado, como sempre foi, mas as regras da universidade, que foram feitas por pesquisadores, professores e epidemiologistas, são a segurança e o respaldo para eu poder atender às atividades culturais dentro das normas estabelecidas”, concluiu o secretário.

Na segunda parte do encontro, os convidados foram questionados sobre o retorno dos eventos no setor cultural capixaba e a resposta dos participantes foi quase unânime: incerteza.

O 3° Webinar Cidades e Ocupação Cultural também contou com a participação do secretário de cultura do Espírito Santo, Fabrício Noronha, a gerente da vigilância sanitária de Vitória, Flávia Cristianne Schulz, a enfermeira sanitarista Tatiane Comério e a professora universitária titular do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva e enfermagem da Ufes, Marluce Siqueira.

Para assistir o Webinar na íntegra, acesse aqui.

Entrevista com o Coordenador da Frente Capixaba de Artistas e Produtores Culturais

Para conhecer mais sobre essa sequência de debates, convidamos o coordenador da Frente Capixaba de Artistas e Produtores Culturais, Bruno Lima, que destaca a relevância da iniciativa.

O representante da frente explica que, a cada 15 dias, é realizado um novo webinar dentro da programação Cidades e Ocupação Cultural, contando com o apoio da Ecos Jr. e da TV Ufes.

Segundo o coordenador, a ideia de iniciar esse ciclo de debates surgiu a partir de uma mobilização para manutenção do Centro Cultural Carmélia, localizado no bairro Mário Cypreste, que estava com os dias contados para virar um galpão de grãos de café.

“O intuito da programação é discutir junto à academia. Trazer a ciência para plataforma desse debate juntamente com a cadeia produtiva da cultura, aproveitando o protagonismo que tivemos na mobilização pela manutenção do Centro Cultural Carmélia. Esse momento deflagrou um ciclo de debates, pois o centro esteve ameaçado de ser destituído e transformado em um galpão de grãos de café”, explicou Bruno.

O representante da frente ressalta ainda a necessidade da ocupação cultural dos espaços públicos das cidades e da abertura de conversas sobre o assunto, uma vez que esses espaços servem à sociedade. “Aí a gente vê um espaço com potencial de ser utilizado como espaço cultural e que já existe sendo totalmente desmontado para outros fins que não atendem, de fato, à sociedade e à comunidade local”. Ele alerta: “não basta só de ter o espaço, a gente precisa também garantir que esses espaços sejam ocupados com qualidade e de forma a atender a sociedade”.

Com isso, os debates virtuais, realizados pela Frente Capixaba de Artistas e Produtores Culturais, buscam expandir conhecimento e promover discussões entre estudiosos, gestores e produtores de diferentes áreas para contribuir com diálogos sobre cultura e ocupação nos espaços das cidades.

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