UFES recorre ao MEC pelo vestibular de Jornalismo e Publicidade

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[h4]Comissão foi reunida para elaborar um documento de defesa do vestibular das duas habilitações do curso de Comunicação Social[/h4]

(Andressa Andrade) A Reitoria da UFES apresenta hoje ao MEC recurso visando a evitar a suspensão dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. A decisão do Ministério de Educação (MEC) decorreu da nota baixa dessas habilitações da Comunicação Social no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). O exame é aplicado aos alunos que estão em processo de conclusão e os cursos que fazem o exame são sorteados anualmente. No caso da Comunicação, os últimos exames aplicados foram em 2009 e 2012, e os cursos obtiveram nota 2 em uma escala de 1 a 5. Para o próximo semestre, a oferta de novas vagas está suspensa.

O documento foi elaborado por equipe: pró e vice-reitoria, coordenação do colegiado de Comunicação, direção do Centro de Artes, chefe de gabinete e avaliador institucional. Após a elaboração, o documento foi encaminhado ao reitor e então ao Ministério de Educação.

Um dos questionamentos levantados pela vice-reitora é que aluno que boicota o exame não é penalizado. Ela afirma que as consequências ficam para a instituição, que deixa de receber verba e recursos do governo para investir nos cursos, e para outras pessoas que sonham em ingressar a Universidade. “É o mesmo que dizer que seu curso é ruim e que não possui qualificação. Enquanto isso, estamos deixando nosso dinheiro público ir todo para as instituições privadas”, esclarece a vice-reitora da Universidade, Ethel Maciel.

A expectativa do pesquisador institucional da UFES, Marcos Lorenção, é de que o MEC verifique, por meio de uma visita, as condições de funcionamento do curso, para então analisar a possibilidade de liberação das vagas do curso para o o próximo ano. “É provável que em breve venha uma comissão do MEC avaliar tudo do curso e concluir os motivos da nota”, disse.

A Prograd vem realizando um trabalho de conscientização dos alunos que participam do exame, sensibilizando-os para a importância de fazerem as provas. “Temos que trabalhar com os alunos, buscar novas formas de luta, porque a estratégia política atual, de boicote, não está sendo eficaz”, argumenta a vice-reitora.

O boicote dos alunos é uma forma de protesto pela forma como o MEC avalia os cursos. Entretanto, de acordo com Ethel, o processo de avaliação já está dado – não há como não fazer, mas a questão é como fazer, como lutar.

 

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