A suspensão do vestibular para jornalismo e as influências no mercado

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[h3]Com a suspensão do vestibular para o curso de Jornalismo, o mercado de trabalho capixaba passa a contar com menos profissionais[/h3]

(Luiz Zardini Jr.) Com a suspensão do vestibular para os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Ufes, decisão tomada pelo Ministério da Educação (MEC) em função notas baixas que os cursos obtiveram no Enade, surge uma preocupação: quais serão as influências disso no mercado de trabalho? 

De acordo com a jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito Santo (Sindijornalistas), Marília Poletti, o Sindicato sempre lutou pela melhoria da formação dos jornalistas, inclusive discutindo novas diretrizes curriculares para o curso.

Ela, que é formada em Jornalismo pela Ufes, vê a avaliação como uma importante forma de aferir a qualidade da aprendizagem. “Apesar de não concordar “no todo” com os critérios do Ministério da Educação, entendemos que as instituições de educação superior têm que se adequar as exigências”, disse.

Apesar disso, Marília acredita que o mercado de trabalho também sai perdendo e lembra que a Federação Nacional dos Jornalistas e seus 31 sindicatos filiados sempre pediu uma avaliação periódica dos cursos de Jornalismo no país. “Quanto às consequências para o mercado de trabalho em relação à esta decisão, o que ocorrerá é que teremos menos profissionais qualificados e isso não é bom para ninguém”, lamenta.

A jornalista e coordenadora do curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, Luciane Ventura, também formada pela Ufes, ficou surpresa com a notícia. “Fiquei triste quando soube da suspensão. Sou formada em Jornalismo pela Ufes e considero que o curso de Comunicação Social é um celeiro de bons profissionais aqui, no Estado. Respeito a atitude dos estudantes que boicotam o exame na tentativa de buscar melhorias para os cursos, mas não concordo que esta seja a única forma de buscar melhorias”, declara.

Além disso, ela afirma que ao longo de muitos anos como jornalista percebe a predominância de profissionais da Ufes nas redações jornalísticas, em assessorias de imprensa e em agências de comunicação. “O Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta é uma porta de entrada para muitos jornalistas no mercado de trabalho. A maioria dos selecionados é proveniente do curso de Comunicação Social da Ufes”, afirma.

Diante da decisão do Ministério da Educação, ela considera que este seja um momento de análise, reflexão e união entre alunos, professores e coordenadores. “As conseqüências estão aí e isso é péssimo para o mercado de trabalho. Algo precisa ser feito para reverter essa situação.”

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