Títulos Insanos

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[h4]A criatividade por trás dos títulos dos filmes em português[/h4]

(Edberg França) Jon é um cara viciado em academia e pornografia, mas não curte relacionamento com pessoas de verdade, mesmo adorando sexo. A situação muda quando ele se apaixona por Barbara e percebe que terá que mudar todos os seus hábitos se quiser ficar com ela.

A princípio, esta é uma sinopse de mais uma comédia água com açúcar para meninas apaixonadas. É quase isso! Nos EUA, o filme produzido e dirigido por Joseph Gordon-Levitt, que também vive o protagonista, chama-se “Don Jon”. No Brasil, a história ganhou o nome de “Como Não Perder Essa Mulher”. Dois títulos totalmente diferentes, mas que têm muito mais em comum do que você imagina.

[https://vimeo.com/70351263]

 

Certamente todo mundo já se perguntou de onde vem a criatividade das pessoas responsáveis por traduzir títulos de filmes do inglês ou outro idioma para o português. De acordo com o professor e tradutor Iuri Abreu, em entrevista publicada na coluna Último Segundo, do Portal IG, “a decisão é sempre baseada no público-alvo”.

Abreu mergulhou em uma pesquisa para entender esse “fenômeno” que transforma “Scream” (Grito, em tradução literal) na franquia de sucesso “Pânico” e “Home Alone” (Sozinho em Casa) em “Esqueceram de Mim”. As informações adquiridas por Iuri Abreu resultaram no livro “Perdidos na Tradução”, da editora Belas Letras, que se ocupa em explicar, através de seus títulos, qual o tema ou o gênero do filme. “Muitos nomes em inglês são enigmáticos, não dão a menor ideia da história. No Brasil, há uma tentativa de explicitar, dar uma dica, não deixar dúvida”,  disse o autor.

Outra forma de deixar claro o enredo do filme é através dos subtítulos, bastante utilizados no Brasil, principalmente quando o nome original é mantido, como em “Up – Altas Aventuras” e “John Carter – Entre Dois Mundos”.

Ainda de acordo com Abreu, há também o recurso da “palavra-chave”, muito usado como indicador de gênero. Comédias costumam ter no título “loucura”, “confusão” ou “muito louco”, enquanto filmes de terror têm por hábito o uso de termos como “maldito”, “assombrada” e “mortal”.

Muito além da criatividade…

Além de “Don Jon”, que estréia em 06 de dezembro nos cinemas brasileiros, outro filme que teve seu título alterado para “agradar” ao público tupiniquim foi “Refém da Paixão”, cujo nome original chama-se “Labor Day” (Dia do Trabalho).

Na imagem abaixo, podemos comparar os dois pôsteres de divulgação do filme. Do lado esquerdo está o veiculado no Brasil, parecendo tratar-se de um filme romântico, só que nem tudo é o que parece.

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O filme conta a história de uma mulher divorciada, vivida por Kate Winslet, que sofre de agorafobia (medo de lugares com muita gente) e vive com o filho de 13 anos.

Na véspera do final de semana do Dia do Trabalho (“Labor Day”), eles recebem a visita de um homem implorando por ajuda e para que o deixem ficar na casa deles. Mas logo descobrem que o cara é um criminoso procurado e que podem estar em perigo.

O filme só estreia no Brasil em abril de 2014, mas já saiu o trailer, confira:

 

 

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