Classificados: Facebook vira balcão de vendas com preço em conta

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[h4]As práticas de compra e venda de produtos na rede social tem atraído inúmeras pessoas, que optam por produtos bons e baratos. [/h4]

Ismael Inoch e Allan Cancian – As ferramentas do Facebook montam o cenário ideal daqueles usuários que querem comprar, vender e anunciar. A pechincha rola solta nos grupos criados para o comércio de produtos novos e usados. A rede social ganha mais uma funcionalidade e dá fundo ao “empreendedorismo caseiro”, além de divulgar e ajudar aqueles que estão começando o próprio negócio.

O modelo de vitrine por lá é tão prático quando o das lojas físicas: é só tirar uma foto do que você quer passar pra frente, exibir, descrever e “pendurar” o “vende-se”, com sua proposta de valor. Quase tudo sai com um preço mais em conta, e quem tenta bancar o espertinho e lucrar além do que for justo, acaba sendo dedurado por outros usuários que indicam onde é possível comprar o mesmo produto mais barato.

Balcão de mercadorias

O grupo Classificados Grande Vitória é um dos maiores da Região Metropolitana e acumula tudo quando é tipo de oferta. Lá tem 36 mil membros que bombardeia a página com atualizações de minuto a minuto, em busca de detalhes de produtos anunciados e negociações. “Demoramos cerca de quatro meses planejando e estudando sobre segurança e regras para manter o espaço com credibilidade”, explica Caio Fernando dos Santos Souza, 28 anos, que é um dos administradores do grupo junto com outros amigos.

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Alguns dos itens mais vendidos no grupo

“Temos um feedback muito positivo em relação aos resultados, não importa se é um vendedor de ocasião querendo se desfazer de algo ou um revendedor de produtos. Junto com o grupo, também nasceu uma agência especializada em consultoria de vendas e mídias sociais: a Brazstore”, comemora.

Nenhum dos integrantes ganha remuneração para tomar conta do grupo. “É um trabalho como outro qualquer, que requer dedicação e algumas horas por dia. Só que sem remuneração. Assim que criamos o espaço, convidei alguns colegas próximos que tinham horários distintos dos meus para administrar o Classificados Grande Vitória. Dessa forma, hoje o grupo é vigiado praticamente 24horas por dia”, completa.

Outro grande grupo, que funciona da mesma forma, é o Classificados ES. O espaço possui mais de 23 mil membros. Tanto em um quanto no outro, para ver as publicações é preciso solicitar participar do grupo. As ofertas ficam disponíveis para visualização após aprovação dos moderadores.

30% mais barato

A empresária Camila Souto é uma cliente virtual que negociou e fechou uma real compra. Ela adquiriu um celular no grupo. “Deu tudo certo! Eu combinei com o vendedor de encontrá-lo no Shopping Vitória, por ser um lugar público com muitas pessoas, o que seria mais seguro para nós dois”, explica ela, preocupada com a segurança já que não conhecia o criador do anúncio. “O mesmo aparelho nas lojas saia bem acima do preço ofertado por ele. Como eu ia fazer o pagamento à vista, economize bastante na compra. Era um produto novo e lacrado”, destaca.

Quem vende comemora

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Fredie Assis aproveita da web para lucrar
Como atrás de toda boa oferta existe um bom vendedor, o usuário do facebook que posta o anúncio por lá fica de olho no que costuma ser vendido com freqüência e quais produtos são os mais procurados.

Fredie Assis, desempregado, tira uma grana nesses grupos com a venda de suplementos alimentares. “Tenho conseguido vender bem. A maioria é composta por novos clientes e não é fácil mantê-los, por causa da grande oferta de produtos por lá”, afirma ele, destacando que a concorrência é cerrada. “É a forma mais fácil de comercializar atualmente. Vi algumas pessoas vendendo e pesquisei sobre o processo. Percebi que poderia ser lucrativo e comecei”, disse.

Um ganho extra

A arquiteta Evelyn Machado faz a venda de uns dos artigos preferidos nesses espaços: acessórios para celulares, como capas (cases), cabos, películas e outros. É de lá que ela tinha uma grana extra para o orçamento. “Vender no Facebook não é minha principal tarefa. Tenho um ganho complementar semanal significativo”, comemora. “É importante que haja tempo para anunciar e fazer a manutenção dessas publicações, ou seja, responder perguntas e fazer uma busca do que as pessoas têm procurado com mais frequência, mas não encontram nas lojas físicas”, afirma.

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Evelyn fica mais próxima dos compradores
De acordo com ela, a liberdade de conversar com o vendedor é uma característica própria do Facebook. “Os compradores se sentem mais próximos de quem vende. Eles acessam seu perfil pessoal e até mesmo pesquisam os interesses em comum. O cliente se sente mais à vontade para perguntar sobre os produtos e chegam a fazer uma varredura pra saber se é o vendedor é confiável”, conclui.

 

O e-commerce (comércio virtual) é uma tendência do mercado. Porém, a base disso tudo não é novidade. “Qualquer espaço que consiga reunir uma quantidade significativa de pessoas e que possa ser atingido para divulgação e comercialização de produtos e serviços se torna propício para efetivação de transações. É importante que sejam observados alguns critérios de segurança para efetivação desses negócios, já que o ambiente virtual apresenta inúmeras fragilidades neste quesito”, alerta o economista Richard Moreira, se referindo de o momento da entrega do produto à procedência da mercadoria.

Ainda de acordo com o especialista, tem muita gente que começa com o atendimento virtual, mas depois parte para o real. “A necessidade de se abrir um espaço físico, após ter iniciado um negócio virtual, é uma estratégia para atingir outros mercados em que o virtual ainda não consegue atingir. Existem muitos locais e potenciais consumidores que ainda tem desconfiança em efetuar suas transações via Internet. Outro fator estratégico é a visualização dos produtos em vitrines físicas e com pronta entrega”, destaca.

Richard explica também que existe uma parte do público consumidor que não sabe aguardar a entrega. “Existe um público bastante expressivo, e sempre existirá, que quer comprar, mas não quer esperar para receber o que comprou. Pode ser observado também, o inverso, praticamente todas as redes de varejo possuem um canal de comercialização virtual e estão nas redes sociais”, conclui.

Clique veja alguns grupos:

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