Uma forma digital de fazer arte

Share Button

(Laila Martins e Larissa Fafá)

Tecnologia e arte. Essas são as duas palavras que podem resumir o videomapping, técnica de arte digital que utiliza projetores em superfícies variadas para criar efeitos visuais de “encher os olhos”. Por meio de programas para mapear superfícies, qualquer coisa pode se tornar uma tela para animações em 3D e vídeos, desde objetos simples e pequenos chegando até prédios inteiros. Dessa forma, o espaço virtual reconstrói o espaço real, adicionando novos elementos e mudando sua percepção para as pessoas.

celles_sur_belle_franca2
Projeção em árvores em Celles Sur Belle, na França

O material de trabalho de quem faz videomapping não é tão simples quanto parece. Muitos cabos de vídeo e transmissão de dados, computadores com capacidade para rodar programas pesados de imagens e o mais importante: um projetor com uma resolução adequada para a área que for mapeada. No Espírito Santo, o coletivo Pixxfluxx, situado na capital, tem destaque na área de projeções mapeadas, com trabalhos autorais que contam com instalações e intervenções artísticas e também fazem projeções para empresas e eventos.

igreja_st_leopoldina2
Projeção na igreja em Santa Leopoldina

O grupo começou há dois anos, com amigos experimentando projeções mapeadas em pequena escala. “No início, as projeções eram a nível experimental, quase todas em casa, em caixas de sapato para ir pegando a prática de mapear superfícies. Depois de muito testar, começamos a fazer pequenos eventos de amigos para mostrar nosso trabalho”, diz um dos integrantes Murilo Esteves.

usina_queiado_campos_rj2Antes, os principais desafios do Pixxfluxx eram técnicos, sem o material adequado, mas com o tempo e a experiência isso foi se resolvendo. Para Bruno Dias, outro integrante do coletivo, atualmente o maior desafio é manter o equilíbrio entre os projetos artísticos e os comerciais. “Existe uma demanda grande de trabalhos comerciais, que são importantes porque conseguimos comprar material de mais qualidade, mas também nos deixa sem tempo para praticar o videomapping como expressão artística. É um equilíbrio difícil de lidar”. Portanto, ainda segundo Bruno, os editais de incentivo à cultura tem sido a solução para conseguir conciliar trabalhos comerciais e também realizar as ações culturais, como instalações e festivais de arte digital.

 

 

 

Deixe uma resposta