Diário do Aluno: o EARTE como ele é

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Repórter: Cássia Rocha // Edição: Heloísa Bergami e Clara Curto

Falta de ambiente adequado para os estudos, acúmulo de atividades e escassez de marcam a primeira entrevista do Diário do Aluno

Acúmulo de atividades, falta de ambiente adequado e dificuldade de concentração fazem parte da rotina de Alvaro Candotti, estudante do 2º período do curso de Administração na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

Junto a implantação do Ensino-Aprendizagem Remoto Temporário e Emergencial (Earte), surgiu a necessidade de desenvolver os próprios métodos para manter os estudos em dia e com qualidade. “Está sendo um experiência nova e não tanto produtiva, porque tenho dificuldade de me concentrar. Isto requer um esforço e dedicação maior que no ensino presencial”, pontua o estudante. 

Alvaro considera que parte da implantação do novo sistema é até confortável, mas o ambiente da universidade é propício para as práticas de ensino e estudos, enquanto que a residência nem sempre é o local mais recomendado para isso.

O estudante, que antes passava a maior parte do dia na Ufes, explica que sua constante estadia em casa demanda também a realização de algumas novas tarefas, incluindo as domésticas, como cozinhar e manter o ambiente organizado.

“Minha maior dificuldade é me concentrar e ter disciplina com os horários do meu dia para estudar”

Alvaro Candotti, estudante do segundo período de Administração

Atividades complementares

Integrante da Ejcad, Alvaro precisa balancear atividades extracurriculares com o Earte (Créditos: Arquivo pessoal)

Parte das atividades extracurriculares precisaram ser suspensas junto com as aulas presenciais, mas a exigência das horas complementares continua a mesma, por isso, algumas adaptações também precisaram acontecer nas atividades que acontecem fora da “sala de aula” ou, no caso, do classroom.

Além das disciplinas do ensino remoto, Alvaro também faz parte da Empresa Júnior de Consultoria em Administração (Ejcad), Projeto de Extensão que também está com todas as atividades sendo realizadas de forma remota desde a suspensão das aulas presenciais. “Mantemos uma rotina constante de reuniões e de atividades, todas à distância, por isso processos que eram muito mais fáceis, agora demandam um tempo maior para serem realizados”, conta ele.

Carência de informações

Alvaro reclama da falta de lucidez na comunicação da Universidade (Créditos: acervo pessoal)

Além disso, a baixa oferta de vagas do sistema Earte também preocupa o universitário. Segundo Alvaro, a instituição não teria esclarecido aos estudantes quais eram os critérios de preenchimento das vagas que, em algumas disciplinas, contavam com um número menor que o habitual. “Matéria que é obrigatória no meu período, não consegui matrícula”, critica. 

“Considero que essa parte foi fraca neste novo sistema de ensino e a comunicação com a comunidade universitária foi falha por da parte da instituição”, finaliza. 

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