Rosane Paste, “A atriz”

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Por Luisa Cruz

Foto: Guilherme Destefani

A professora do Centro de Artes da Ufes, Rosane Paste, chegou na Universidade aos 18 anos, em 1986. Nascida em Venda Nova do Imigrante, já conhecia os integrantes do grupo através de uma irmã. Paste diz que entrou no Balão naturalmente ao chegar na Universidade. “Eu já os conhecia e, naturalmente, quando cheguei na Universidade, foi nesse lugar que eu fui. Eu não estava lá em Venda Nova [do Imigrante] ligada no que estava acontecendo”, diz a professora.

Mesmo sem saber ainda das dimensões do Balão, Paste foi rotulada como “balonete” por uma professora de Filosofia da Arte. “Em um determinado momento, ela falou com alguém: ‘Toma cuidado, porque ela é do Balão Mágico’. E eu achava que ela estava falando daquele grupo que tinha na televisão na época”, comenta.

Mas o rótulo foi apenas um dos fatores que fizeram Rosane “entrar” no Balão. Além disso e da proximidade com o grupo, o que determinou que a professora vestisse a faixa e dissesse: “Sim! Essa sou eu!” foi a ligação do Balão Mágico com a cultura. “Eram todos pessoas ligadas à cultura. Tinha um universo que participava desse debate e todos eles tinham uma ligação imediata com a arte”.

Rosane se considera uma atuante dentro do Balão Mágico. Além das ações sociais nos bairros, com oficinas e projetos de intervenção, a professora também participou de peças de teatro e de um dos primeiros longa-metragens capixabas, “Diga adeus a Lorna Love”, baseado no livro de Francisco Grijó. “Liberdade era minha palavra de ordem! E foi nessa formação que eu me encontrei: híbrida, de várias possibilidades.”, diz. 

Momento marcante

Os momentos mais marcantes lembrados por Rosane são os encontros de produção artística na Arquitetura. “A gente produzia maquetes, máscaras, era muito grandioso… Eu entrei num lugar e era aquilo mesmo que eu queria”. 

Além desses momentos, a convivência com a professora Thelma Guimarães também marcou a memória de Rosane. “Eu vivi toda a minha formação ao lado da professora Thelma Guimarães. Foi quando eu aprendi a ter responsabilidade. Então, os dois momentos marcantes foram essa acolhida na Arquitetura e a minha vivência e aprendizado intenso com a professora”.

Saiba mais em: http://universo.ufes.br/blog/2019/12/35-anos-de-historia-a-turma-do-balao-magico

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