Torcidas estrangeiras comparecem ao Espírito Santo durante a Copa do Mundo sub-17

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Por Carla Nigro, Heitor Mattedi, Laís Santana e Vitor Pinheiro

Foto: FIFA

No último domingo (10), a partida entre Coreia do Sul x México encerrou a participação do Espírito Santo na Copa do Mundo FIFA Sub -17. Os jogos que estão sendo mandados em Brasília (Bezerrão), Goiânia (Olímpico e Serrinha) e Cariacica (Kléber Andrade) estão, desde o dia 26 de outubro, mobilizando torcedores de diversos países para vibrar em terras brasileiras.

A maior média de público durante a fase de grupos ficou com o estádio capixaba, que sediou os confrontos dos grupos D e E. Foram 12 partidas que segundo a FIFA levaram em média 4138 pessoas às arquibancadas por jogo, 49655 torcedores se levarmos em consideração todos as apresentações.

O Japonês Oki Kazunari, acompanha a seleção de seu país frequentemente, e foi torcer pelos samurais azuis, como são conhecidos os japoneses, na partida entre Japão x Holanda, no estádio Kléber Andrade e apesar de sentir falta de mais segurança (em relação ao Japão), foi muito feliz em seu tempo no Espírito Santo.

“Estou muito feliz com o jogo e com o tempo que pude aproveitar no Espírito Santo, não tive qualquer problema. Mais satisfeito ainda com a vitória por 3×0”, contou o torcedor ferrenho do Júbilo Iwata, que disputa a 1ª divisão do campeonato japonês.

Ele vem ao Brasil pela terceira vez, segunda só em 2019 para prestigiar o time nipônico, que veio ao país em junho para a disputa da Copa América, a convite da Conmebol.

É importante lembrar que o Estado não sediou nenhum jogo da Seleção brasileira, que atuou apenas nas sedes de Goiânia e Brasília, onde jogará a semifinal contra a equipe da França. Fato que não impediu os torcedores brasileiros de se juntarem as outras torcidas e participar da festa nas arquibancadas.

Henrique Nardi, estudante de educação física, atuou como gandula em oito jogos do mundial e destacou o comportamento das torcidas estrangeiras no Kléber Andrade. “Eles apareceram em grande parte dos jogos e mostravam animação, apesar de estarem em menor número”, destacou o estudante que também lembrou de um caso onde a rivalidade Brasil x Argentina mudou o clima nas nos arredores do gramado.

“No jogo Paraguai x Argentina a torcida brasileira se juntou aos paraguaios para torcer contra a argentina e então eles se soltaram e vibraram bastante”, recordou o futuro educador físico. Na ocasião o Paraguai saiu com a vitória por 3×2, junto com a classificação para as quartas de final da competição.

O empenho dos aficionados de fora do Brasil não foi só na torcida presencial. Murilo Rodrigues foi assistir ao jogo entre as seleções de Camarões e Tajiquistão e foi surpreendido com uma abordagem inusitada.

“Fui levar meu irmão ao estádio para acompanharmos a partida, na hora que chegamos fomos parados por alguns torcedores camaroneses, que nos ofereceram os ingressos para com a condição de torcermos pela seleção deles lá dentro, aceitamos.”, contou o estudante de 20 anos que riu ao lembrar do caso.  

Retrospecto

Apesar de ter um estádio moderno para os padrões atuais o Espírito Santo não tem uma grande histórico de seleções estrangeiras por terras capixabas e apesar de ter o nome fomentado nas negociações para a Copa América, que ocorreu este ano, o estado não sediou nenhuma partida. O último caso expressivo foi em 2014, quando as seleções de Camarões e Austrália escolheram o estado para se hospedar durante a Copa do Mundo.

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