Mais barata, energia solar é alternativa para futuro sustentável

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Álvaro Guaresqui, Ana Julia Chan, Felipe Khoury,
Kelly Lacerda e Suzane Caldeira

Reprodução: Pixabay

Com certeza você já ouviu falar sobre energia solar – aquela que, como o próprio nome sugere, é gerada pela luz e calor do Sol. Mas você sabe como ela funciona na prática? Sabe quais são os benefícios para o meio ambiente? 

As fontes tradicionais de energia não são exemplos de sustentabilidade. Usinas termelétricas, hidrelétricas e nucleares podem contribuir para o aquecimento global, gerar danos ambientais, como inundações, e até emitir resíduos radioativos. Para um mundo cada vez mais preocupado com o futuro do meio ambiente, a energia solar desponta como uma das mais eficazes: energia limpa, fonte inesgotável e produção silenciosa. 

O impacto do uso da energia solar sobre o meio ambiente é extremamente baixo: não polui, não influencia no efeito estufa, não é necessário o uso de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica. Segundo dados do site Energia Brasil, para cada metro quadrado de painel solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas. 

A energia obtida pelo sol pode ser convertida em energia térmica ou elétrica,  podendo ser aplicada por meio de diferentes tecnologias, como: através de aquecedores solares, usinas heliotérmicas e painéis fotovoltaicos. Segundo o site BlueSol Energia Solar, até dezembro de 2018, o setor de energia solar no Brasil possuía 48.613 sistemas fotovoltaicos instalados. Sendo que dessas, 1.272  encontram-se no Espírito Santo. 

Na capital capixaba, instalações de energia solar podem ser observadas, tanto em residências, quanto nas indústrias e órgãos públicos, líderes em painéis dessa fonte renovável. Para reduzir o consumo de energia elétrica, a Seção Judiciária do Espírito Santo (SJES) instalou painéis de energia solar no estacionamento de sua sede. Na Praça do Papa, foram colocadas mais de 360 placas solares em uma área de, aproximadamente, mil metros quadrados que recebe diretamente a incidência da luz solar. Além do sistema ter baixo custo de operação e manutenção, ele trará economia para a cidade.

Alunos da Ufes estudam o uso da energia solar

Inauguração da Estação Solares UFES. Foto: Suzane Caldeira

Criado em 2015, o projeto de extensão Solares, do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), tem como o foco principal explorar o uso da energia vinda do Sol.

O projeto multidisciplinar, com alunos dos cursos de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, Comunicação Social, busca conscientizar e levar a energia solar para a rotina das pessoas. “Muita gente acredita que a energia solar é cara, não vale a pena. Mas o projeto mostra o contrário. A gente busca trazer tecnologia, conhecimento e cuidado com o meio ambiente de uma forma mais consciente e acessível. A engenharia é isso: a gente pega um problema e tenta resolver de uma forma que vai beneficiar a todos”, explica a participante do projeto e estudante de Engenharia Civil, Rafaela Rigo, de 19 anos. 

Um dos projetos em andamento é levar energia limpa para 58 prédios na Ufes, nos campi de Goiabeiras e Maruípe, gerando economia. Outra iniciativa é a utilização da energia solar no restaurante universitário.  “Não vão ser placas que vão gerar energia elétrica, mas sim, absorver esse calor. As caldeiras vão ser aquecidas e, assim vai ajudar no preparo dos alimentos, economizando gás. A gente acredita que vai baratear o custo das refeições”, afirma a estudante.

O Solares ainda trabalha com diversas frentes da energia solar. Hoje, eles contam com um barco catamarã, movido à energia fotovoltaica; um carrinho solar, controlado por um aplicativo de celular via Bluetooth e o mais recente projeto: a Estação Solares,  que permite a recarga de dispositivos eletrônicos. Inaugurada em agosto deste ano, à disposição da comunidade, a estação localizada na Ufes, consiste em um quiosque alimentado por energia solar off-grid, ou seja, não está ligada à rede elétrica. 

As pesquisas não ficam restritas apenas à Universidade, existe ainda o Solares Social, que são ações voltadas para a comunidade externa, realizando visitas a escolas de Ensino Fundamental. De forma lúdica, os estudantes aprendem sobre o uso e funcionamento da energia solar. “Vamos nas salas de aula e montamos um carrinho solar. As crianças se interessam muito. É um projeto bem legal”, conta Rafaela. 

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