O desafio de ser influenciador digital

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O desafio de ser influenciador digital

Por Thauane Lima (thauanemlima@outlook.com)

Foto: Alexandra Benevides

Estamos vivendo uma nova época: produzimos os nossos próprios conteúdos e fornecemos informação dos mais variados tipos. Há uns 40 anos, isso seria impensável, pois éramos apenas telespectadores, leitores ou ouvintes da grande mídia. Com o surgimento da internet, a modernização de dispositivos móveis e a mudança no ecossistema de comunicação, novas oportunidades se abriram. Entre essas a possibilidade de se tornar digital influencer nas redes. 

A estudante de jornalismo Bárbara Catherine Gomes, tem 20 anos, escorpiana, estuda Jornalismo na Ufes. Ela é digital influencer nas redes sociais. Um dos portais que ela usa é o Instagran, no qual possui cerca de 21,8 mil seguidores e já postou 1,800 publicações. Entre os temas que ela aborda estão empoderamento feminino, saúde, moda e causas sociais.

Nas redes sociais, ela faz alertas importantes em relação à saúde. Foto: Instagran

Barbara ressalta que é através do Instagram que ela estuda a repercussão do conteúdo que publica nas redes sociais. “As pessoas têm que se amar e se respeitar do jeito que são, porque as muitas curtidas na foto só significam que a foto está bonita”, reforça Bárbara Gomes.

Para os que busca companhia, fama e likes nas redes, Barbara assinala: “Tem muita gente que se deixa influenciar por isso e entra em depressão porque a foto é menos curtida que as outras. E a gente está precisando lidar e falar sobre a depressão cada vez mais e melhor”.

“Saber administrar bem o conteúdo nas redes sociais é saber se posicionar dentro de temas relevantes,” afirma Jeferson Gonçalves Ferreira,43, que trabalha com marketing e conteúdos digitais e influenciadores digitais.

Segundo Jeferson, qualquer pessoa pode fazer uma entrega nas redes sociais, porque todos sabem  uma receita de bolo que as outras pessoas não conhecem, sabem cuidar de plantas, resolver problemas de matemática ou dar dicas de como fazer viagens baratas.

Jeferson relembra que recentemente ele mesmo teve que trocar a resistência do chuveiro. Mas antes, consultou o You Tube e se assustou. “Encontrei um cara com um vídeo que tinha mais de 150 mil views. Ou seja, 150 mil pessoas viram aquele cara, e ele tem um método de trocar a resistência. Ele ganhou com You Tube 150 dólares, em média 400 reais”, ressalta Ferreira.

Jerferson reforça que não precisa ser famoso para ser um influenciador digital. “Qualquer pessoa pode ser, e compilar o conteúdo que quer entregar e entregá-lo de forma correta”, afirma, assegurando que quem fizer isso conseguirá alcançará resultados profissionalmente”.

Hoje, a maioria das pessoas, quando tomam posição em relação a diversos temas nas redes sociais, acabam recorrendo à liberdade de expressão para justificar o que foi dito. Jeferson explica que: “Atualmente, dizer apenas o que se pensa não funciona. Tem que saber dizer o que pensa, e ainda corre o risco de sair errado”.

O especialista explica que não saber administrar bem os conteúdos é fazer como o presidente Jair Bolsonaro, por exemplo. Ele tem relevância por ser  o presidente da república, portanto, o que ele  posta tem um peso muito grande.  Um dos exemplos foi a dúvida que  ele postou em seu twitter, no final do carnaval: “O que é Golden shower?”

Quando você vê famoso como Justin Bieber e Beyoncé recorrerem a empresas para cuidar das suas redes sociais, não é porque  eles não sabem escrever, mas é porque  tudo o que  eles dizem se amplifica”, argumenta Ferreira.

Um conselho que eu dou é: profissionalizem-se! Façam cursos, procurem ajuda, façam parcerias com as pessoas mais maduras. Sem se profissionalizar você não vai conseguir nada, apenas vai se frustrar na carreira. Sejam profissionais para que possam viver disso e ter êxito.  Tem que haver prazer de estar produzindo e distribuindo conteúdos. E agir com profissionalismo em tudo que for fazer.

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