Arte capixaba: o desprestígio da cultura e do teatro

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Falta de investimento e desinteresse do público levam à precarização das manifestações culturais capixabas.

Ana Julia Chan
       Giovanni Werneck
       Maria Fernanda Conti
       Marina Coutinho

Em um estado de origem multicultural como o Espírito Santo, a presença da arte e suas articulações, como o teatro, ajudam no resgate da história, e formam um cenário importante para o conhecimento da tradição capixaba. Além de contribuir com o desenvolvimento da cultura, entretêm o público e permite uma maior inclusão social.  Contudo, os teatros capixabas estão vazios. Existem poucos espetáculos locais e os investimentos são precários. A situação é um reflexo da depreciação dessa arte e do desinteresse do governo e da população, o que interfere no seu relacionamento com a geração atual.

PANORAMA DA DESVALORIZAÇÃO

A capital do Espírito Santo, em 2016, recebeu, do Governo Federal, R$ 240 mil para investir na área artística. Numa breve comparação às outras capitais da região Sudeste, a diferença é de partir o coração: no mesmo ano, a capital que recebeu menos verba, depois de Vitória, foi Belo Horizonte – quase R$ 1,5 milhão. Dessa forma, a escassez de investimento somada ao desinteresse e falta de público resultam na atual situação em que se encontra o cenário cultural do estado.

Teatro Universitário da Ufes e o público do espetáculo “Vizinhos”, exibido em 2015. Foto: André Sobral

Isso traz em evidência não só como a ampla gama dos artistas que o Espírito Santo produz é posta em desprestígio, mas também a forma como os próprios capixabas consomem as atividades culturais produzidas internamente. A cultura do que  “estrangeiro” é mais bem conceituado, do que é feito pelo outro ser melhor do que o nosso, atrelado a uma diversidade que, por isso, não é bem explorada, traz à tona como anda a formação cultural do público. Para o produtor cultural e diretor do Museu de Arte do Espírito Santo (MAES-ES), Renan Andrade, temos um panorama geral brasileiro, ainda, da valorização do que vem de fora. “É uma herança do processo de colonização do país, quase como uma ‘síndrome do colonizado’”, declara.

O DESCASO É HISTÓRICO   

Partindo da pintura e da escultura, as categorias mais clássicas da produção artística, a formação dos artistas se dava nos grandes centros urbanos  – Rio de Janeiro e Minas Gerais -, e isso acabou por afastá-los do Espírito Santo. Na fotografia, o destaque vai para produções artísticas essencialmente regionais desde o século XVI, marcado como o caminho inicial para o desenvolvimento da arte capixaba. Nas linguagens audiovisuais e nas artes cênicas, a partir de um fomento do Governo Federal já no século XX, se construiu, em 1912, o Teatro Melpômene , tragicamente destruído por incêndio, e o Cine Éden, posteriormente fechado por falta de apoio. Um Museu de Arte Moderna, aberto em 1960, de iniciativa privada, também durou poucos anos. Hoje, existe o Museu de Arte do Espírito Santo, mantido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), aberto em 1998. Os espaços mais importantes e que vigoram nessas atividades até então são o Teatro Carlos Gomes, inaugurado na década de 20, o atual Centro Cultural Sesc Glória, em funcionamento desde a década de 30, e a Galeria Homero Massena, inaugurada nos anos 70.

Foto: acervo de José Tatagiba. Teatro Melpômene, construído em madeira.

Em geral, é possível ver uma situação de desenvolvimento cultural tardio, considerando que é nos grandes centros cosmopolitas que as relações na economia da arte acontecem de forma mais vantajosa. Pode-se perceber também que houve várias tentativas de se iniciar trabalhos culturais, contudo, devido às recorrentes descontinuidades de projetos no estado, à falta de investimento e ao desinteresse da população, a situação tornou-se insustentável, pois envolve todo o contexto cultural e socioeconômico do povo capixaba.

Para Renan, o panorama é mais recente do que se imagina. “O capixaba não tem o hábito de frequentar esses espaços porque a maior parte dos teatros e espaços (SESI, MAES, Casa Porto das Artes Plásticas, Teatro da Ufes) surgiram entre o fim dos anos 90 e início dos anos 2000”, explica.  O diretor acredita que a carência de público se dá devido à falta de costume que os capixabas têm de frequentar eventos culturais da região, mas afirma que a mudança não ocorrerá de um dia para o outro: “Acho que essa mudança ocorre a longo prazo. É algo estrutural, cultural, que se muda paulatinamente. Os capixabas precisam olhar mais para o que está acontecendo aqui dentro. Às vezes reclamamos que ninguém vai aos espaços, mas qual foi a última exposição ou espetáculo local que fomos?”.

Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música. Foto: Fafi – Acervo.

Quanto às demais causas dessa desvalorização, o produtor defende o papel da imprensa e dos investimentos locais. “Vejo que isso é reforçado pela mídia e sua identificação de que é melhor o que é produzido no eixo Rio de Janeiro – São Paulo, talvez por entender que o grande e o mais caro é sempre o de qualidade. Além do apoio institucional privado, que normalmente vai para projetos de maior visibilidade de marca e maior alcance de público: as grandes exposições e ações blockbusters, as panfletárias, aquelas que atraem multidões”, analisa.

O ESPETÁCULO DO TEATRO CAPIXABA

Para Rodrigo Campaneli, diretor da Cia Campaneli de teatro, localizada em Vitória, a principal dificuldade encontrada pelos grupos é a falta de espaço para suas apresentações. “Aqui em Vitória, quando os espetáculos acontecem em espaço particular, você é muito bem recebido. Quando não se tem, é preciso correr atrás de financiamento por edital”, explica. Mas os problemas não acabam por aí. “Caso consiga esse lugar, você não pode cumprir uma grande temporada. Ou seja, você investe em uma produção, divulgação, para o espetáculo que você conseguiu pelo edital ficar em cartaz só por uma, duas semanas. Nesse período, o público ainda não foi alcançado. Na terceira semana, quando ele deseja ir, o espetáculo já acabou”, reclama o diretor.

O ator, professor e diretor de teatro, Tadeu Kunzendorff, conta que a falta de espaço implica diretamente na construção do personagem. “Quanto mais o ator consegue reproduzir seu personagem nas peças, melhor sua caracterização”, afirma Tadeu. O diretor também explica a dificuldade que se manifesta para o ator: “Infelizmente o que acontece é que o ator apresenta a peça em uma semana, com tudo ensaiado e depois fica um mês ou dois parado. Quando a peça volta,  ele deve ensaiar o roteiro todo de novo e passar pelo processo outra vez; isso é extremamente cansativo”.

Tadeu relata que a divulgação das peças locais não é feita por parte do governo, mas sim, pelo diretor e pelos atores através das redes sociais. “Ainda bem que existem as redes sociais, elas têm um papel muito importante na divulgação de peças, não precisamos ficar reféns da televisão e do jornal”. De acordo com ele, o público atual vai ao teatro com a intenção de se divertir, não se procuram mais peças tristes, históricas, hoje o teatro é sinônimo de diversão. “Normalmente, o preço das peças capixabas são superacessíveis, fazendo com que o custo do ingresso não atrapalhe quando se tem interesse em prestigiar”, conta. 

MOVIMENTAÇÃO DOS ARTISTAS CAPIXABAS

“Nós existimos, somos visíveis, somos capazes e queremos visibilidade”.

Foto: Lipe Raizer

Esse foi o slogan que movimentou o cenário cultural da Grande Vitória, em junho de 2017, quando atores e atrizes reivindicaram sua importância para o circuito capixaba. O manifesto veio como um grito de insatisfação e tristeza pela com a redução de oportunidades de trabalho. Os artistas, indignados com a desvalorização por parte principalmente  das agências de publicidade em relação aos serviços prestados, lançaram uma campanha nas redes sociais por meio da hashtag #AtoresCapixabasUnidos.

A veterana Daiana Scaramussa, atriz do grupo Rumores de Teatro, conduziu o movimento junto com o ator e cineasta Edson Ferreira. “Esse tema já deveria ter entrado em pauta há algum tempo. Sou atriz profissional há 10 anos e percebo, assim como meus colegas da área, quantos ‘pré-conceitos’ temos que ultrapassar se quisermos ser reconhecidos como profissionais, pois muitas vezes somos considerados incapazes para alguns trabalhos”, comenta. “Infelizmente a cultura de não valorizarmos o que é nosso, de prestigiarmos apenas o que vem de fora, influencia em vários outros setores, mas com maior força na arte” esclarece a atriz, que também é jornalista por formação.

Descontentes com a situação já banalizada, os profissionais da área se prontificaram e lançando um vídeo apoiando o movimento e se unindo à campanha contra o desmerecimento da mão de obra local.  O mercado de trabalho, que é restrito, está sendo ocupado por artistas de outros estados e desfavorece ainda mais os regionais.

A atriz Miranda Perozini, que aderiu à campanha, e é atuante do Grupo Vira Lata em Vitória, mostrou sua indignação: “Seria interessante se o governo e órgãos responsáveis pudessem investir em algo que mostrasse a gama de artistas que nós temos, produzindo e mostrando seu trabalho. Eu estou há um tempo na cena local e vejo como essas produções são, e podem ser bem acessíveis, possibilitando ao capixaba frequentar esses espaços”.

Miranda acredita que nem mesmo a gratuidade basta para atrair o público, já que, na maioria das vezes, o desinteresse dos capixabas pela cultura regional fala bem mais alto. “Às vezes é até gratuito para atrair as pessoas que não querem pagar pelas atrações. Só que quando vem alguma coisa de outros lugares, sem a presença efetiva da nossa identidade ali, sempre lota. É difícil não ser atingido pelo desânimo frente a perspectivas iguais a essa, mas estamos lutando”, desabafa.

ONDE ESTÃO OS INVESTIMENTOS

Os investimentos do Governo Federal direcionados para o Espírito Santo têm impacto direto na conjuntura sociocultural da Grande Vitória. De acordo com um levantamento feito no Portal da Transparência, o município de Vitória recebeu, em 2016, R$ 240 mil para aplicação no âmbito artístico. Em comparação às outras capitais do Sudeste, o número é assustador: Rio de Janeiro, no mesmo ano, recebeu R$ 20 milhões para investir na cultura; São Paulo, R$ 4 milhões; Belo Horizonte, quase R$ 1 milhão e meio. 

Por outro lado, o que se tem em vista é um passo das prefeituras na busca de parcerias público-privadas e a necessidade de mais articulação para o apoio institucional de empresas do Estado. Segundo Renan, esse é um projeto da atual gestão da Secult, que planeja, por exemplo, implementar até o final do ano o Circuito Cultural do Centro, que prevê a promoção conjunta de uma estrutura que consiga mapear, sinalizar e divulgar a agenda cultural do estado e, nesse sentido, formar mais público, o que significaria, nos termos orçamentários, mais interesse de empresas e iniciativas privadas.

Além dos escassos recursos enviados pela União, o próprio tesouro do estado vai ajudar a fomentar a cultura em todos os níveis. A Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult), há 10 anos, disponibiliza diversos editais voltados para o financiamento da cultura capixaba, que buscam a democratização, a inclusão social e o acesso à arte, servindo como um incentivo às produções regionais.

Os editais da Secult do Espírito Santo de 2018, divulgados em junho, alguns em parceria com outras secretarias do estado, preveem o investimento de mais de R$ 11 milhões na área. Os processos seletivos vão de cultura popular (capoeira, congo, artesanato, manifestações culturais de herança, etc), a dança, música, teatro, circo, pesquisa, arquivo, conservação, óperas, orquestras, literatura e cinema.

Entretanto, alguns artistas reclamam da falta de visibilidade e divulgação desses editais. “Acho que a divulgação é malfeita, não há circulação ou avisos sobre eles”, escreve Miranda Perozini. Para Rodrigo, a problemática é, principalmente, quanto à distribuição dos recursos. “As produções locais não têm como se manter, por isso sempre buscam os editais. Contudo, são privilegiados pouquíssimas pessoas ou grupos. Uma média de 80 se inscrevem e saem dali quatro”. Algumas seleções correm risco de ser canceladas ou adiadas, devido a problemas na escrita do edital. Prazos muito curtos, salários baixos ou extensa burocracia também afetam a disponibilidade e o acesso do público.

No infográfico acima, podemos perceber que áreas como cinema, música, dança e cultura popular são mais visadas para receberem investimentos. O teatro, bem como as artes cênicas em geral, recebem cerca de 44% a menos do que a média para os outros investimentos. Outra família artística que também está abaixo da média é a literatura, com aproximadamente 65% a menos em relação aos recursos destinados para cultura.

Os recursos usados para o financiamento desses projetos vêm do Funcultura, o Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo, a fim de incentivar a formação e fomentar a criação, produção e distribuição de produtos e serviços capixabas que usem o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos, e a tornar a atividade cultural uma importante estratégia nos programas de desenvolvimento do estado do Espírito Santo.

ENCONTRE CULTURA ONLINE

Além de investimentos em dinheiro, há o desenvolvimento de ferramentas online. Recentemente foi lançado o Mapa Cultural ES, uma plataforma interativa que pretende organizar, mapear e divulgar as recentes iniciativas locais. O sistema é alimentado tanto pela população, que se cadastra como agente individual ou coletivo e pode divulgar suas próprias programações, como pela Secretaria de Estado da Cultura, secretarias municipais e outras instituições públicas e privadas que inserem na plataforma informações sobre programações, editais e outros. O site é uma iniciativa do governo do Estado para que haja fomento à participação de novos rostos e uma gama multimodal e plural na revitalização desse cenário. 

Abaixo, um mapeamento das mais famosas e principais salas, espaços culturais e teatros no Espírito Santo.

HISTÓRIA DOS PRINCIPAIS TEATROS E CENTROS CULTURAIS DO ESPÍRITO SANTO

  • Teatro Carlos Gomes
Foto: Secult – Divulgação.

O teatro Carlos Gomes é o principal teatro do Espírito Santo. Seu projeto foi concebido em 1925, a partir do arquiteto italiano André Carloni, e sua construção terminou em 1927. A estrutura aproveitou as fortes colunas de ferro fundido do então demolido teatro Melpômene, para sustentar os camarotes. Sua estética foi inspirada no modelo italiano de “teatro em ferradura”, seguindo a arquitetura de outros teatros da época, como o Teatro Solís em Montevidéu, no Uruguai, e o Teatro Alla Scalla, de Milão.

O teatro, até então de iniciativa privada, foi vendido ao Estado em 1934, que restringiu suas funções à exibição cinematográfica. A função de teatro só apareceu novamente em 1960, depois de obras de reparo e restauração. Nessa reforma, foram instalados novos instrumentos teatrais, como iluminação e sonorização, além de um lustre no centro da nave, bem como a renovação das pinturas no teto. As pinturas foram trabalhadas por Homero Massena, grande pintor mineiro radicado no Espírito Santo. Reinaugurado em 1970, o Teatro Carlos Gomes foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura, em 1983, mantendo-se ativo na apresentação de peças e espetáculos de música e dança.

O teatro recebeu o nome de “Carlos Gomes” em homenagem ao mais importante compositor de ópera brasileiro, Antônio Carlos Gomes. Foi o primeiro compositor do Brasil a se apresentar no Teatro Alla Scalla. Com mais de 90 anos, no mesmo palco onde brilharam grandes nomes como Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro e Paulo Autran, o Teatro é um marco cultural na história do Espírito Santo.

Foto: Secom – Acervo.

Atualmente, o Carlos Gomes está temporariamente fechado para reformas no telhado e na rede elétrica. Desde de março, a programação foi transferida para o Palácio Cultural Sônia Cabral. Para encontrar mais sobre a programação, clique aqui.

  • Centro Cultural SESC Glória

O Centro Cultural SESC Glória foi construído em 1932, pela mesma companhia que arrendou o Teatro Carlos Gomes, a firma Santos & Cia. Seu projeto foi delineado pelo arquiteto alemão Ricardo Wright, que empregou elementos de uma estética multifacetada, com balaústres (pequenas colunas para fachada) e sacadas. Na época, era chamado de Cine-Teatro Glória. A cúpula, feita em cimento inglês, marca a esquina e atrai olhares de quem anda pela avenida Jerônimo Monteiro.

Foto:  Acervo de José Tatagiba.

Durante mais de 30 anos, o cine-teatro teve função dupla, somente a partir da segunda metade do século XX, o cinema se destacou. Desde então, o Centro Cultural abriga o festival Vitória Cine Vídeo, que trouxe o destaque à cultura capixaba.

Década de 30. Foto: Acervo de José Tatagiba.

Em 2006, o cine-teatro foi comprado pelo Serviço Social do Comércio. A proposta era que, em 2007, um centro cultural fosse implementado no espaço. Porém, com atrasos nas licitações e problemas nos contratos, apenas em 2014 foi reaberto ao público. O nome passou a ser Centro Cultural SESC Glória, porque abriga duas salas de cinema, duas salas de teatro, um centro de exposições (galeria), salas de dança, música, um bistrô, um terraço panorâmico, além de uma biblioteca e uma livraria. Tornou-se, portanto uma das mais completas do país.

Foto: Vitrine Capixaba – Divulgação.

Hoje, o Centro possui uma programação mensal rica, com exposições, apresentações musicais, de dança, filmes e peças. Para conhecer mais sobre o espaço, clique aqui.

  • Teatro Universitário

O teatro Universitário está localizado nas dependências da Ufes, Universidade Federal do Espírito Santo, no campus de Goiabeiras. Foi inaugurado pelo reitor José Macedo, em 2002. Com a concepção arquitetônica do arquiteto e professor da universidade Kleber Frizzera, o prédio abriga o teatro e uma galeria de arte na parte posterior. Além de sediar eventos culturais capixabas e de fora do estado, dá espaço para apresentações de seminários, congressos e colações de grau.

Foto: Ufes – Divulgação.

Somente em fevereiro de 2005, o teatro abriu as portas para as primeiras apresentações. Com 615 lugares, o teatro é o maior do estado e se coloca como um dos mais bem equipados do país.

Foto: Ufes – Divulgação.
  • Palácio da Cultura Sônia Cabral

Conhecido hoje como Palácio da Cultura, o edifício que abriga o centro cultural já foi de templo religioso a casa de leis. Construído como a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia em 1606, o prédio foi remodelado 300 anos mais tarde, pelo mesmo arquiteto do Teatro Carlos Gomes, André Carloni. Em 1912, foi reinaugurado como a Assembleia Legislativa. Na época, seu nome era Palácio Domingos Martins. A mudança foi feita no governo de Jerônimo Monteiro com a finalidade de fazer uma restauração dos prédios mais antigos da capital.

Foto: Acervo da Biblioteca Pública do Espírito Santo.

O novo espaço cultural, chamado de Palácio da Cultura Sônia Cabral, possui 206 lugares em sua sala de concertos, além de contar com camarins, salas de ensaio, área administrativa e de serviços. Distribuídos em três andares, o Palácio foi adequado à acessibilidade e teve seus equipamentos acústicos renovados. Este espaço faz parte do Programa de Preservação e Revitalização do Patrimônio Cultural, desenvolvido pela Secult.

O nome do Palácio da Cultura Sônia Cabral é uma homenagem à pianista Sônia Cabral, que fundou a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, hoje Orquestra Sinfônica. A artista também foi diretora da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) e contribuiu para o desenvolvimento da cultura e, principalmente, da música no Estado.

Foto: Secult – Divulgação.

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