Movimento LGBT e YouTube. Combina

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O acesso ao Youtube cresce cada vez mais, e isso pode ser um fator que agrega a movimentos sociais, dentre eles o LGBT. Vamos ver um pouco sobre as questões de  linguagem e autonomia

 

Amanda Ribeiro

 

Informal. Essa, sem sombra de dúvidas é a palavra que mais se acentua quando pensamos em Youtubers. Mas será que mesmo assim eles não cumprem (ou pelo menos ajudam) numa causa social mais ampla? Para Cléber Carminati, jornalista e professor do curso de Cinema e Audio Visual da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), desde o surgimento da internet muitas questões que estavam na invisibilidade apareceram com as tecnologias digitais de comunicação, principalmente aos jovens. Os valores das militâncias LGBT, por exemplo saíram do meio acadêmico, no qual ainda permaneciam um pouco limitados, e democratizaram-se, tornando mais acessíveis as ideias do movimento, ajudando a chegar a grande parte da população.

Lembrando da sua trajetória como estudante, ele comenta:

“Quando a gente era estudante, a gente vivia na luta pela democratização dos meios de comunicação, buscava alternativas para os meios tradicionais. E quando chega essa plataforma [YouTube], de certa forma corresponde a  isso. É claro que a gente sabe que ela pertence aos grandes conglomerados de comunicação, mas ela ocupa um lugar que é ‘eu posso fazer/ser meu canal de comunicação’”

Para ele, o impactante é que muitos desses youtubers são jovens trazendo assim uma cultura descolada, descomplicada. E isso é confirmado pela linguagem e- a naturalização que a tecnologia propõe para essa geração: a pessoalidade.  Mas, mesmo assim, se deve ter uma preocupação com o que se diz, uma vez que a propagação e a repercussão desses vídeos é significativa.

A exemplo disso temos o canal Põe na Roda, que hoje possui mais de 800 mil inscritos e mostra de forma leve e divertida a importância da diversidade e o combate ao preconceito contra o público LGBT.

O que antes era improviso, agora se tornou sério.  Os Youtubers relatam suas experiências, dores e alegrias dessa minoria; e em alguns canais, mesmo sem o intuito da militância mostram que existe uma diversidade social que precisa ser exposta. Essas produções, que podem ser amadoras ou profissionais alcançam grande audiência, quando não superam, a qualidade e o alcance dos sistemas televisivos e da grande mídia de hoje.

 

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