Folha Vitória: nativa digital completa 11 anos

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Na tentativa de adequar-se, enxergar novos horizontes e apostar em novos desafios, surgiu o jornal online Folha Vitória há 11 anos

Por Ana Julia Chan 

Equipe do turno matutino-noturno do jornal online Folha Vitória . | Foto: Ana Julia Chan

Com o jornalismo online, os jornais impressos e telejornais modificaram-se na tentativa de uma adaptação à tecnologia e novo jeito de transmitir a notícia, ou seja, a extinção dos meios não passou de uma hipótese. Muitas destas plataformas enxergaram a migração para a web como a melhor maneira de adaptarem-se à Nova Era. Na tentativa de adequar-se, enxergar novos horizontes e apostar em novos desafios, surgiu o jornal online Folha Vitória há 11 anos.

Para Wing Costa, jornalista e diretor executivo do Folha Vitória,  a migração do meio impresso para a internet fez-se necessária a partir do momento em que a internet surgiu. “Eu brinco muito que eu ‘moro’ na internet, porque meus perfis virtuais são, basicamente, a forma como eu me comunico com o mundo inteiro, seja com amigos próximos ou pessoas que eu não conheço. A partir do momento que todas as outras pessoas, cidadãs comuns como eu, têm acesso a esse tipo de vida virtual, elas passam a se informar através dali ”, conta.

Com o intuito de atrair o maior número de consumidores e de buscar uma relação mais direta com seu público, a Rede Vitória e o Grupo Buaiz enxergaram na criação de um jornal online uma estratégia promissora. “O Folha nasceu em maio de 2007, a partir do desejo do Grupo Buaiz de ter uma rede de comunicação eletrônica completa, que além da TV Vitória e Record, já possuía uma rádio AM e uma rádio FM. Desde então, todos estes veículos trabalham de maneira integrada e com a mesma filosofia de produzir conteúdo regional de forma clara e verdadeira para os capixabas”, informa a editora chefe do jornal online Daniela Künsch.

Segundo o diretor executivo, logo que chegou ao Folha Vitória, em janeiro de 2017, ele participou de uma mudança muito robusta. O jornal buscava mudar a cultura dos seus colaboradores: precisava de pessoas que respirassem internet. “Mudamos o modo como as pessoas leem as notícias e o modo como fazemos a notícia. Isto foi muito bem conduzido. Hoje em dia, as páginas carregam muito rápido, são bonitas, leves e não consomem muitos dados. Para quem está escrevendo e editando as capas, é muito fácil também. Qualquer um consegue entender com muita facilidade. Mudamos a forma de relacionamento nas redes sociais, para uma abordagem mais direta com as pessoas”, observa Wing. 

Para ele, uma das mudanças mais aparentes foi a quantidade de curtidas na página do Folha Vitória no Facebook: “Quando cheguei tinha 150 mil, hoje são 270 mil” E a partir de então, a rede social tornou-se um negócio – o principal meio de entregar notícia além do próprio jornal online.

Ao contrário do que muitos podem suspeitar, estudos comprovam que os leitores não veem edições online e impressas como concorrentes, mas sim complementares. Além disso, ao invés de perderem audiência com as versões disponibilizadas na internet, os jornais de papel ganharam novos leitores.

“A partir do momento que você fez a matéria, produziu aquele conteúdo, amanhã ele está morto. Mas na internet é diferente. Se você procurar o que deu no jornal de ontem é muito mais difícil do que encontrar o que o Folha Vitória deu ontem”

Wing Costa, editor executivo

Daniela acredita que a possibilidade de reunir os mais variados tipos de linguagem e poder acessar o conteúdo a qualquer momento são as principais diferenças entre o online do impresso e, por isso, o Folha Vitória aposta nestas ferramentas. “As notícias apuradas em tempo real pela nossa equipe de jornalismo são apresentadas em uma plataforma que une linguagem textual, vídeo e áudio, inclusive com transmissões ao vivo feitas diariamente. Uma inovação do Folha Vitória é o Classificados, gratuito, onde o leitor faz seu anúncio e sua mensagem fica na página por tempo indeterminado, ao contrário de outros meios de comunicação”, comunica a editora chefe. 

Quanto ao futuro do jornal online, a editora chefe é otimista e entre as  expectativas está conseguir alcançar o máximo de municípios e leitores no Estado. “Atualmente, trabalhamos para expandir nossa cobertura por todos os 78 municípios do Espírito Santo, através do projeto Folha Cidades – onde os moradores dos municípios têm acesso ao conteúdo exclusivo da sua região. Estamos em busca de fortalecer o nosso conteúdo em todas as regiões através de parcerias. Além disso, queremos nos consolidar como o maior e melhor jornal online do Espírito Santo”, acrescenta.

Fake news – um dos principais males da web

Apesar dos incontáveis benefícios e facilidades existentes nas plataformas digitais, não se pode negar os perigos – quase invisíveis – que estas apresentam. “É claro que isso gera outros problemas também, como as fake news, que todo mundo fala hoje. Isso sempre existiu, desde as correntes no banco da igreja com papelzinho escrito. Hoje o mundo inteiro é um banco de igreja”, compara Wing.

Com a autonomia dada pela internet, qualquer usuário torna-se um transmissor em potencial. A facilidade com que as pessoas encontram de produzir conteúdos, faz com que muitas se aproveitem da ferramenta para propagar notícias de cunho duvidoso, sem se importar com a fonte ou a veracidade daquilo. Contudo, na maioria das vezes, o compartilhamento acontece sem que as pessoas tenham consciência de aquilo é irreal. “As coisas chegam pelo WhatsApp e sua mãe vai acreditar naquilo. Ela não vai ter a preocupação de checar, porque está acostumada a receber notícias fidedignas. Se a pessoa diz que aquilo é verdade, ela acredita e ponto. A questão da checagem é um coisa muito nova, mas muito nova para a população, porque nada mais é do que o trabalho do jornalista desde que o mundo é mundo”, analisa.

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