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Bianca Vailant, Brígida Valadares, Geraldo Júnior – Apesar da tradição e do bom futebol, os times do Espírito Santo enfrentam dificuldades quando o assunto é espaço.

  

Enraizado na nossa cultura, rotina e história, o futebol é hoje a modalidade esportiva de maior destaque no País. Mais que um esporte, trata-se de uma paixão nacional, um caso de amor. Essa paixão pelo esporte e pelo time do coração nasce ainda quando somos bem pequenos, e ao longo da vida, é responsável por pautar muitas conversas, estampar mídias, formar especialistas e fazer parte do sonho de vida de muitos jovens. As competições tem lugar de destaque, os times arrastam grandes torcidas e os estádios são palcos para verdadeiros espetáculos.

No Espírito Santo, assim como nos outros estados brasileiros, a paixão pelo futebol é grande. No entanto, os clubes regionais enfrentam um sério problema quanto à visibilidade nas mídias e na sociedade. Os grandes times, a nível nacional, contam com maior destaque e possuem um vasto grupo de patrocinadores que são os responsáveis por aumentar o nível e a qualidade dos grandes campeonatos. Já o futebol capixaba, apesar da sua tradição histórica, com clubes campeões e times conhecidos em todo estado, enfrenta dificuldades quando o assunto é espaço.

Para o jornalista esportivo João Brito (22), assessor de imprensa do Espírito Santo FC, o futebol capixaba não tem espaço suficiente na mídia, mas isso é consequência de uma série de fatores.

“O futebol daqui não tem o espaço que deveria, mas de certa forma eu até entendo o motivo. É um ciclo: Se você não tem patrocínio não tem time forte, e assim não vai ter torcedor, e por isso também não vai ter um bom espaço na mídia. Mas ao mesmo tempo também cabe à mídia abrir esse espaço para incentivar os torcedores, assim como aconteceu esse ano com a transmissão do Capixabão”.

A disputa pelo espaço com os clubes nacionais e pela tradição da torcida são problemas que os clubes daqui ainda enfrentam, mas tem lutado para reverter esse quadro. O Estado conta com bons times, jogadores e um público fiél e potencial.

Um exemplo desse bom futebol do Estado é o Espírito Santo Futebol Clube, um time novo que tem conquistado o seu espaço e atraído fãs a partir dos resultados significativos que obteve no Campeonato Capixaba de 2016, onde foi vice-líder. O clube, que tem 24 jogadores, sendo 11 de fora do Estado, tem menos de dois anos de trabalho mas já disputa a série D do Campeonato Brasileiro, tendo como objetivo subir para a série C ainda esse ano e mudar a imagem do futebol regional. Para isso, o time tem investido em infraestrutura e bons atletas.

O zagueiro Vinícius Leandro (26) conversou com a equipe do Universo e falou sobre a infraestrutura e o ambiente de trabalho, e contou as possibilidades e o potencial do clube.

Para o diretor e consultor do Espírito Santo FC, Estevão Toniato (37), o futebol capixaba conta com bons jogadores, mas falta estrutura. Para ele, muitos talentos saem daqui e a maioria das pessoas nem sabe. “Eu acho que a matéria humana a gente tem, o que falta é a estrutura. A gente não tem as categorias de base fortes. A partir do momento que os clubes tomarem consciência que o que vai sustentar o clube lá na frente são os jogadores que ele formar, eles vão começar a crescer. Tanto é que tem jogador com 12, 13, 14 anos que saí daqui e arrebenta lá fora e você nem sabia que era capixaba” opinou.

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Ele ainda comentou da importância que a mídia tem nesse processo de reconhecimento e visibilidade do esporte, e como essa relação feita com parcerias pode dar certo.

A torcedora do Estrela do Norte Mayra Scarpi (20) começou desde pequena a acompanhar o esporte com seu pai, que lhe incentivou a apreciar o futebol capixaba. “Torço a mais ou menos seis anos para o Estrela. Quando eu era criança meu pai sempre ia nos jogos do time então eu já cresci conhecendo o time. Meu time do coração é o Atlético Mineiro, mas tenho um carinho muito grande pela Estrela por ser um time do meu Estado e da cidade vizinha da minha”, contou.

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“Eu torço para que todos os times do Estado cresçam e deem certo. Devíamos apoiar a todos os times, mesmo não sendo o nosso, porque todos precisam disso. Até porque se um clube daqui conseguir se sobressair já vai ser uma coisa muito importante e que irá abrir portas para os demais” destacou Mayra.

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