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Barbara Coutinho e Paloma de Oliveira  Seja em nome da saúde, da ética, do respeito aos animais, das crenças religiosas, da preocupação com o meio ambiente ou com a exploração de recursos naturais, muitas pessoas pararam para refletir sobre a forma como a alimentação interfere diretamente no bem-estar físico, emocional e social. Nessa busca por novos hábitos alimentares, o vegetarianismo ganhou espaço e se tornou mais do que uma opção de dieta para aqueles que buscam por uma vida mais consciente, equilibrada e, até mesmo, espiritualizada, tornando-se uma filosofia de vida. Para os adeptos ao vegetarianismo, eliminar a carne da dieta é mais do que restringir a alimentação, é uma questão ética muitas vezes relacionada diretamente com valores pessoais.

Entre os grupos que optam por abolir o consumo de carne animal, o vegetarianismo pode ser subdividido em vários segmentos. São os mais comuns o ovolactovegetarianismo, o vegetarianismo estrito e o veganismo. O primeiro deles é o estágio no qual apenas se eliminou a carne da alimentação, mas o consumo de outros produtos de origem animal, como mel, corantes, ovos, leite, e derivados ainda são permitidos. O Vegetariano estrito é a denominação daquele que aboliu completamente os alimentos de origem animal de sua dieta alimentar, ou seja, além da carne, também não utiliza nenhum alimento de origem animal. Por fim, o último deles é o Vegano. Esse, além de não utilizar nada de origem animal na sua alimentação, também não consome nenhum produto que esteja vinculado à exploração dos animais. Isso se estende ao banimento de vestimentas de couro, seda e lã; boicote a marcas que realizam testes em animais (cosméticos, alimentação, higiene pessoal, remédios, etc.) e aos espetáculos de entretenimento que também implicam no bem estar dos animais.

Conhecemos duas pessoas distintas, mas que buscam algo em comum: a adoção uma alimentação livre de carne.

Brenda Raissa, 23 anos, cresceu em um ambiente religioso. De família adventista, desde criança ela foi submetida a uma alimentação restrita de alguns tipos de animais. Para os adventistas, o consumo está ligado à saúde e a doutrina da igreja. Apesar de muitos membros não serem estritos em suas dietas, já que, a doutrina da igreja proíbe apenas certos tipos de carne, alguns optam por dieta mais próxima do vegetarianismo. “É um conselho que eles dão pra uma vida mais saudável porque a gente acredita que o corpo é templo do Espírito Santo e ele seria mais saudável se evitássemos esse uso de carne”, comenta, Brenda. Ela ainda está no processo de eliminar toda a carne da sua alimentação e aos poucos busca reduzir o consumo.

Aline Frisso, 23 anos, abriu mão do consumo de carne e produtos diretamente ligados à exploração animal. Há alguns meses, o estilo de vida vegano levou a estudante de educação física a transformar a sua filosofia de vida em fonte de renda e sustento. Em sociedade com a irmã, ela abriu o seu próprio negócio há pouco mais de um mês. A carência de por um espaço voltado para atender o público fez surgir o Terra Viva, localizado no bairro Jardim Camburi. Em pouco tempo, o ambiente aconchegante despertou a atenção de curiosos que passam despretensiosamente no local e acabam conhecendo um pouco mais sobre vegetarianismo e alimentação saudável.

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