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Marcos Siqueira e Vil Rangel – Com o crescimento da informatização nas empresas, o desaparecimento de algumas profissões e a ascensão e surgimento de novas formas de trabalho, foi necessária uma adaptação dos trabalhadores. Essa adaptação vem sendo feita por meio de investimentos em cursos profissionalizantes, capacitações e treinamentos.

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Saul Siqueira Dias

De acordo com o Coordenador Geral do Sistema Nacional de Emprego do Espírito Santo (Sines), Saul Siqueira Dias, as principais profissões em extinção são as braçais, como sapateiros, padeiros e operários da construção civil. Já as que estão em crescimento são as do ramo de engenharia e tecnólogos, principalmente nas áreas de química, geologia e meio ambiente. Esse processo de transformação não tem retorno e abrange diversos campos da produção. Os trabalhadores estão buscando novas opções de cursos em áreas como hotelaria, beleza, alimentação, informática, administração, confecção e construção civil, que são ramos de maior demanda de emprego. Essas capacitações são ofertadas pela Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho (Sectti), por meio de programas como Profic, Qualifica Trabalhador, Projovem e Escolas Técnicas.

Saul diz ainda que os jovens têm uma pré-disposição de caminharem bem nesse novo mercado de trabalho, uma vez que têm mais facilidade em lidar com a informatização e novos meios de comunicação.

Em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, Estados Unidos, e divulgada no portal da BBC Brasil na internet, Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, respectivamente dos departamentos de  Filosofia e de Engenharia, analisaram 702 profissões e concluíram que atividades com maior facilidade para a incorporação de computadores são as que mais estão em risco de redução de postos de trabalho, ameaçando profissionais como técnicos em matemática, costureiros manuais e operadores de telemarketing.

Por outro lado, as profissões que exigem habilidades criativas e sociais estão entre as que apresentam mais chances de permanecerem disponíveis no mercado, como por exemplo arquitetos, designers, médicos e cirurgiões, dentistas, psicólogos, nutricionistas, professores e assistentes sociais.

INFOGRÁFICO TRABALHADOR 2.0

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