Venda Nova do Imigrante: capital nacional do agroturismo

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Edézio Peterle – No último dia 10 de maio, o município de Venda Nova do Imigrante comemorou 26 anos de emancipação política. Criado através do Decreto Lei nº 4069, o então distrito desmembrou-se do município de Conceição de Castelo em 10 de maio de 1988. Com uma área de 188,9 km², Venda Nova compreende, além da sede, os distritos de São João de Viçosa e Alto Caxixe e outras 12 comunidades. Em menos de três décadas Venda Nova despontou e ganhou destaque na economia, agricultura e principalmente no turismo.

Com mais de 20 mil habitantes, sua população é, em maioria, formada por descendente de imigrantes italianos que colonizaram a região no final do século XIX. A influência da cultura italiana é percebida na vida da comunidade local, principalmente pelo trabalho voluntário e pelas atividades que os grupos culturais realizam.

Venda Nova do Imigrante
Venda Nova do Imigrante

O desenvolvimento da cidade começou de fato com a construção da BR 262, em 1951. Segundo o vendanovensse e ex-prefeito de Conceição de Castelo, Beijamin Falchetto, a primeira tentativa de emancipar se deu em 1980. “Na época, era preciso 10 mil habitantes para Venda Nova se tornar município, e esse número não foi alcançado. Oito anos mais tarde, fizemos a segunda tentativa e conseguimos”, afirma Beijamin.

O nome de Venda Nova surgiu porque antigamente havia uma pequena mercearia, que era chamada simplesmente de venda. Essa mercearia foi reformada e ficou conhecida como venda nova, dando nome ao local. Como a cidade foi colonizada por imigrantes, com a emancipação, em 1988, foi adotado o nome de Venda Nova do Imigrante para diferenciar das demais localidades brasileiras de mesmo nome.

Agroturismo – Tradição como fonte de renda

Venda Nova é considerada a Capital Nacional do Agroturismo pela Associação Brasileira de Turismo Rural. A agricultura de subsistência, por décadas, foi atividade predominante das famílias da região, e as dificuldades de comunicação e transporte fizeram com que os italianos fabricassem vários produtos em casa, como queijo, pães, vinhos, biscoitos, doces, massas, aguardentes, fubá e café beneficiado.

As receitas das iguarias produzidas foram passando de geração em geração, e, hoje, são admiradas e reconhecidas nacionalmente, alimentando o setor turístico e gerando renda às diversas famílias empreendedoras do município.

Cacilda Calimam Lorencao, 77 anos, é proprietária do Sítio Lorenção e conta que o principal produto comercializado, o socol, é receita antiga da família. “Eu aprendi com minha mãe. Minha mãe aprendeu com a sogra dela que veio da Itália e a gente usa o mesmo tempero que minha avó usava”. A produção da família é de 500 quilos de socol por semana, fabricado de forma artesanal. Assim como o Sítio Lorenção, outras 70 propriedades do município atuam no ramo.

Além do Agroturismo, Venda Nova promove um repleto calendário de eventos que envolvem comemorações locais como a Serenata Italiana, Festa do Socol, festas juninas e religiosas. E também, eventos de grande porte e de destaque nacional, como a Festa da Polenta e Festa de Emancipação Política.

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