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Karen Sena Costa nasceu em 20 de dezembro de 1996, mora em Vila Velha e sempre conviveu com o funk. Aos 13 anos, depois de ouvir muitas músicas do estilo, fez um funk para um tio. Só uma brincadeira, ela diz. Depois, começou a compor mais músicas e cantar para amigos. Com isso, passou a gravar as faixas e publicá-las no YouTube. Hoje, com 16 anos, MC Karen Costa faz, em média 20 shows por mês pelo Espírito Santo inteiro, além de cidades de outros estado, e cursa o ensino médio.

Quando começou a cantar, Mc Karen fazia shows para menores de idade, mas, com a experiência, passou a se apresentar nos bailes funk onde só era permitida a entrada de maiores de 18 anos. A única de menor dos bailes, que estaria no palco, seria a própria cantora. Por isso, a mãe que também a empresaria a acompanha em todos os shows que faz. O pai, a leva para os shows. No entanto, quando não é possível, o papel fica para o motorista da cantora.

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Karen faz muitos show e, por isso, tem à sua disposição, com o seu rosto estampado, uma van e uma motorhome que a levam para as boates onde se apresenta. Seu show já passou por muitas cidades do estado. Além da Grande Vitória, já cantou em Colatina, Muqui, Mimoso do Sul, Conceição da Barra, entre outros. “São tantas cidades que já me esqueci”, brinca a Mc. Além Espírito Santo, já fez shows em Minas Gerais e tem um marcado para a Bahia, no fim do ano. A Mc também se apresenta em festas de casamente e de debutante.

Suas referências no funk são essencialmente as cantoras. “No início, eu me inspirava nas Mcs Marcelly e Sabrina, do Rio de Janeiro. Aliás, até hoje elas são referência pra mim. As músicas e a postura de cada um são muito parecidas comigo”, conta Karen. Ela ainda afirma que não gosta muito de música com teor altamente sexual, com palavrões. Também não bebe e não frequenta muitos bailes. “Ainda sou de menor. Por isso, faço meu show e vou embora. Minha diversão é o meu show”, explica.

O funk capixaba só tem crescido, Karen garante. “Desde que eu comecei, vejo todo dia um MC novo brotando no Estado”, brinca a cantora. Ela ainda conta que o funk capixaba é muito diverso. “Meu som varia entre os estilos Dançante, Mellody, Neurótico e Ostentação”, enumera. Entre a rede de amigos MCs, Karen tem uma lista infinda. “Mc Zóião, MC Tim, Mc Pica-pau, MC Du Charme, MC Gledson, MC Rodrigo do CN. Conheço todos eles, já fiz muitos shows com eles”, ela lembra. Já fez parcerias com alguns Mcs em suas músicas.
Entre as mais de 40 músicas de MC Karen, “Bota pra balançar” foi uma parceria feita com MC Bad AK. Outras músicas de Karen que conseguiram notoriedade são “Tá me olhando por quê?” e “Vai a pé que eu vou de camelinho”. Suas músicas estão no Youtube, são divulgadas pelas páginas no Facebook que a própria cantora administra. E tem dado resultado. Mc Karen já se apresentou em programas de tevê capixabas, como Balanço Geral (TV Vitória), Nossa Terra (TV Tribuna) e Em Movimento (TV Gazeta).

mc karen - fotoA MULHER NO FUNK

Com três anos no mundo do Funk, Karen sabe o que falar quando o assunto é o papel feminino do Funk. Ela afirma ainda que já foi criticada apenas por ser mulher. “E as críticas vieram também de Mcs”, acrescenta. Durante um de seus shows, um homem a puxou do palco para beijá-la. Karen lembra que não conseguiu fazer muita coisa além de se afastar e continuar a cantar. “Não curto músicas que depreciem a imagem da mulher e, por isso, não canto exemplos do tipo”, afirma categoricamente.

Mas, ela diz que a mulher tem conseguido um poder cada vez mais expressivo no Funk. “As mulheres têm que fazer o papel de contra-ataque contra o machismo, com músicas que exaltam elas mesmas”, argumenta. Karen usa como exemplo as cantoras Valesca Popozuda e Anitta. “Vejo na Anitta um discurso mais feminino e feminista do que na Valesca. Gosto muito da Valesca também, mas ouço mais Anitta”, compara. A jovem pondera dizendo que cada Mc faz sua carreira de acordo com seu objetivo. “Anitta faz música para tocar nas rádios, para qualquer um ouvir, sem palavrões. Já Valesca faz o funk que o Rio de Janeiro, em geral, gosta. Com tudo isso que não pode passar na tevê”, sentencia Karen.

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