Share Button

“O Espírito Santo é chegada e berço. Aqui se plantou a fé e a esperança, com o trabalho dos homens e ajuda de Deus. Na colheita dos frutos todos são bem-vindos”* [/4]

por Any Cometti e Viviane Machado

“Todos os dias é um vai-e-vem

A vida se repete na estação

Tem gente que chega pra ficar

Tem gente que vai pra nunca mais

Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai e quer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar”

Encontros e despedidas é uma canção da cantora brasileira de Milton Nascimento, mas bem poderia descrever o dia-a-dia tão comum deste não-lugar.

Especial: Não-lugares
Onde não existe memória
Partida e chegada por terra
Um lugar para não chamar de seu

A construção é a primeira que se vê na descida da Segunda Ponte, em direção à capital. Divide a visão de quem vem e de quem vai pela a Ponte Florentino Avidos, mais conhecida como Cinco Pontes; com o Complexo Walmor Miranda, o conhecido Sambão do Povo; e com o Centro Esportivo Tancredo de Almeida Neves, ou simplesmente Tancredão.

Com tantas construções ao redor, o Terminal Rodoviário Carlos Alberto Vivácqua Campos bem podia ter um nome carinhoso em sua homenagem. Mas acabou se tornando apenas a Rodoviária de Vitória. Apenas? Que nada! A estimativa é de que cerca de 2,5 milhões de pessoas transitem pelo local anualmente, entre embarques e desembarques. O número é equivalente a mais de 70% da população capixaba e é maior do que toda a população do estado do Mato Grosso do Sul.

 

* dizeres da pedra inaugural da Rodoviária de Vitória, inaugurada em 13 de março de 1979.

Share Button

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>