Manifestar é direito, é dever

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[h4]Manifestar-se, além de direito previsto na constituição brasileira e, também, de forma universal, tem se tornado um dever do cidadão. Confira fotos de manifestações no mundo[/h4]

Astrid Malacarne, Daiane Delpupo e Jéssica Romanha“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. (Constituição Federal de 1988, artigo 5º, inciso XVI).

Na Constituição Federal está prescrito que manifestar-se é um direito da população. Nos dias atuais, manifestar-se, além de direito presente na constituição brasileira e, também, de forma universal, tem se tornado um dever do cidadão inconformado com a política do país e do mundo.

Não só no Brasil, mas no mundo, as manifestações têm tomado as principais ruas de vários países, onde povos protestam com suas indignações e certezas. São irregularidades políticas, econômicas e sociais que englobam pedidos de avanço na democracia, pelo livre direito à opção sexual, ao direito das mulheres sobre o próprio corpo e fim dos preconceitos contra as religiões.

“Eu vejo as manifestações como uma postura de cidadania e que todos têm que ir pra rua mesmo, independente da idade. Penso que temos que criar rupturas nos consensos, porque muitos acham que tudo está bem, mas não tem nada bem. Temos que provocar a discussão”, declara a doutora em Geografia e professora da Ufes, Simone Ferreira.

Ela, que participou do movimento estudantil na ditadura militar, estava incomodada com a juventude até começarem as manifestações. “Sentia uma apatia política. Mas hoje estou vendo outras questões sendo pautadas, não só pontuais, mas questões mais amplas”, afirma.

Os atos unificados espalhados por todo Brasil ganharam força e imediatamente alcançaram diversas, grandes e pequenas cidades brasileiras, reunindo milhões de pessoas de todas as idades, mostrando uma sociedade ativa, indignada e preocupada com o futuro da nação.

Para Udno Zandonade, professor e mestre em Direito, o cenário atual do país, marcado pelos protestos, caracteriza uma população mais atenta. “A sociedade apresenta-se cada vez mais consciente de seus direitos e de suas obrigações”, explica.

Já o professor, doutor em Sociologia e Antropologia, André Filipe Santos acredita que o movimento nacional unificado nasce do sentimento ousado dos jovens brasileiros e ganha força à medida que o restante da população passa a apoiar a causa. “A sociedade estava engasgada com uma série de problemas. Uma característica do movimento é essa coisa afoita, típica da juventude. O que começou com 20 centavos, hoje reúne reivindicações de uma série de direitos”, declara.

Manifestações no mundo:

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