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 Em plena Copa das Confederações, a população mostrou ao mundo muito mais que belos estádios e bons jogos. 

Naiara Gomes e Sabrina dos Santos –  A Seleção Brasileira se sagrou tetracampeã, no Maracanã, na final da Copa das Confederações, em 30 de junho. A competição durou 15 dias e serviu como preparação para a Copa do Mundo, que acontece no ano que vem. Os olhares do mundo se voltaram para o Brasil, mas não foi só por causa da competição.

Junho foi marcado por diversos protestos em todo Brasil. Tudo começou em São Paulo, quando manifestantes foram para as ruas para protestar o aumento da passagem de transporte coletivo. O que começou por 20 centavos se transformou em uma grande mobilização nacional. A Copa das Confederações se tornou um dos principais alvos de protestos.

Embalados pela música do comercial “Vem pra rua”, que incentivava a torcida para a Seleção Brasileira na Copa das Confederações, a população foi para as ruas, mas não para torcer. O objetivo era protestar pelos valores exorbitantes gastos na construção de estádios e reivindicar melhorias na educação, saúde e transporte, além de combate à corrupção. 

O espírito de reivindicação também tomou conta do Espírito Santo. No segundo ato, ocorrido no dia 20 de junho, 100 mil capixabas foram para as ruas da capital e de Vila Velha para protestar pelas pautas nacionais.

Apesar dos gastos com a Copa do Mundo de 2014 serem um dos alvos de protestos, os amantes do futebol também foram para as ruas. É o caso de Leandro Vieira Carlini e Ralphy Carvalho. Ele diz que é errado pensar que todos os que participaram dos protestos não simpatizam com a Copa do Mundo. “Muitos podem pensar que a maioria que participou dos protestos não é amante de futebol. Pelo contrário, nós aprendemos a separar as coisas, existe o futebol-paixão, mas, por outro lado, existe uma qualidade de vida que nós não temos, e isso ficou muito mais evidente com o famoso “padrão” FIFA. Temos estádios de 2 bilhões de reais, mas hospitais e escolas sucateados”, argumenta.

Já Ralphy diz que mesmo gostando do esporte, as reivindicações também eram suas.  “Participei pelo mesmo motivo de todos os brasileiros. Participei mais pelo fato de que é lá na rua que realmente fazemos a diferença. Cansei desse negócio de ficar protestando só pelo computador. Isso não existe.”, afirma.

A competição já acabou, mas o povo brasileiro ainda continua protestando contra questões locais e nacionais. Os capixabas também lutam por um sentimento maior. “Lutar por direitos é um sentimento de união. Acredito que o Brasil se mobilizou, emocionou com as primeiras manifestações, fazendo hoje com que milhares saiam às ruas. E é aquilo: Chega! Já não dá mais pra tapar o sol com a peneira.”

Hoje, um dos maiores desafios dos protestos capixabas é acabar com o pedágio da ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça, mais conhecida como a Terceira Ponte. Ela liga Vitória a Vila Velha e é um dos cartões postais do estado. Os manifestantes conseguiram que a pauta, que suspende a cobrança do pedágio, virasse um projeto para votação no plenário. Mas votação que iria acontecer na terça-feira dia 02 de julho, na Assembléia Legislativa, foi adiada pelo Deputado Gildevan Fernandes (PV). Ele pediu vistas para analisar o projeto. Agora uma nova data para a votação será marcada.

Com isso os protestos continuam aqui, no estado. Mas Ralphy e Leandro acreditam que até a Copa do Mundo de 2014 muitas manifestações irão acontecer. “Tenho certeza que até a Copa do Mundo teremos mais protestos, e durante a competição as manifestações serão mais intensas, pois os olhos do mudo estarão voltados para o Brasil de novo, e a Fifa tem mais países membros do que a ONU. Sem dúvida até lá o povo terá criado uma maturidade maior sobre como protestar e ser ouvido com mais eficácia”, prevê Leandro.

 

 

 

 

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Comentários 1 Comment

  1. Alanderson 8 de julho de 2013 at 20:45 — Reply

    Continuem…

    PEC que reduz férias de deputados de 55 para 30 dias está parada no ES
    Proposta de Emenda Constitucional foi protocolada há mais de 4 meses.
    PEC precisa de 10 assinaturas para ser votada, mas só tem duas.

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