Empresários antes dos 30

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[h4]O caminho para o sucesso é identificação com o mercado em que vai atuar e em colocar tudo na ponta do lápis antes de dar o primeiro passo.[/h4]

Allan Cancian, Ismael Inoch e Polânia Sôares – Pouca experiência no mercado de trabalho e muita vontade de fazer a diferença, essas são as características dos jovens brasileiros que empreendem antes dos 30 anos. E eles fazem sucesso. As qualidades que mais se destacam são energia e confiança. As estatísticas comprovam que a maioria dos empreendedores do país tem entre 25 e 34 anos. Entre todos os brasileiros nessa faixa etária, 22,2% estão envolvidos em algum empreendimento, segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede o empreendedorismo em 60 países, divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O maior incentivo para esses jovens é a família, mas um curso superior também tem seu papel de destaque. Empreender, fazer algo próprio e que gere interação com a cidade em que vive, sempre foi a vontade de Vagner Benezath, proprietário da Kaffa Cafeteria, 28 anos. “Como formei na faculdade (Relações Públicas) muito cedo, aos 21 anos, já tinha alguma rodagem de escritórios e, aliado à experiência de minha sócia e mãe, creio que pulei algumas etapas”.

Vagner Benezath, proprietário da Kaffa Cafeteria.
Vagner Benezath, proprietário da Kaffa Cafeteria.

Mas algumas dificuldades são enfrentadas por quem se aventura na carreira. É o que conclui Felipe Gama, sócio da Balaio Comunicação: “Para ser um empreendedor é preciso ter autoconhecimento e organização. Todos os erros por falta de experiência servem de exemplo para novas investidas e projetos”.

Para Vagner Benezath a dificuldade foi investir numa região que nunca recebeu empreendimentos como o que gerencia. “A grande concentração de cafeterias fica nas áreas comerciais da cidade, principalmente na Praia do Canto. Hoje, três anos e meio depois, já criamos um público de café para a região. Esse desafio, no começo, foi grande, mas extremamente prazeroso”, orgulha-se.

Felipe Gama (camisa listrada), na Balaio Comunicação
Felipe Gama (camisa listrada), na Balaio Comunicação

Felipe Gama revela que é importante o planejamento antes da abertura do negócio, pois, de início, procura-se suprir a falta de experiência com muito conhecimento e informação. Além disso, é importante conhecer o mercado em que vai atuar, seus riscos e oportunidades, bem como no decorrer das atividades empresarias, a fim de estabelecer ações e estratégias visando a acompanhar as tendências dos negócios.

O mais importante é procurar algo com que o jovem se identifique e que faça a diferença. Mas é preciso ter cautela, é o que afirma a Analista da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae ES, Silvia Anchieta: “O espírito empreendedor está presente naqueles que não se contentam em apenas fazer parte do negócio, eles são o próprio negócio. E muitas vezes este ritmo está presente nos jovens, pois eles só querem fazer o que gostam, aventurarem-se e correr riscos, além de não desistirem facilmente daquilo que acreditam e com forte atração para o que é inovador”, revela a especialista.

Silvia Anchieta, Analista da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae ES
Silvia Anchieta, Analista da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae ES

Ainda de acordo com ela, as universidades e faculdades têm a obrigação de acompanhar as tendências ditadas pelo mercado, unindo o jovem empreendedor ao conhecimento para formar uma boa base para o surgimento de novos negócios de sucesso.

Segundo a assessoria de imprensa da Junta Comercial, para qualquer cidadão abrir uma empresa individual, por exemplo, é necessário que ele preencha 4 vias do requerimento de empresário e pague o Documento Único de Arrecadação (DUA) no valor de R$ 95,28. Para quase tudo que o empresário for fazer na Junta, ele paga taxas (Dua, Darf, etc..) Nisso inclui não só a inscrição, mas alterações contratuais de qualquer tipo, até mesmo extinção/distrato.

O Sebrae/ES explica que o microempreendedor Individual, por exemplo, é uma categoria jurídica destinada aos profissionais que atuam por conta própria, com faturamento bruto de até R$ 60 mil ao ano e não possuem participação em outras empresas como sócio ou titular. Depois de formalizado, o empreendedor paga uma taxa mensal – máximo R$ 39,90- e passa a contar com diversos benefícios, além de adquirir o direito ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), à emissão de notas fiscais e a concorrer em licitações públicas.

Para se tornar um Microempreendedor Individual, o empresário pode se dirigir ao Sebrae/ES e participar do Atendimento Coletivo gratuito destinado a este tipo de profissional. Neste atendimento, ele é orientado e já sai ciente de toda a documentação que deve levar à prefeitura municipal.

Com mais de 7.500 Microempreendedores Individuais, o ramo do comércio de vestuários e acessórios é o que lidera a lista das 10 principais atividades que mais formalizaram no Espírito Santo, com 10,8% do total – que é de 76.217. Em segundo lugar aparecem os salões de beleza, seguidos do setor de bares.

Para informações complementares o jovem empreendedor pode entrar no site da Junta Comercial e saber a tabela de preços da instituição, no link:  http://goo.gl/XpN7M

Os cinco passos para ser um jovem empresário:

1-    Identificar-se com o negócio

2-    Conhecer os riscos e as vantagens da área

3-    Planejamento do negócio

4-    Procurar orientações especializadas: Sebrae, Programas de Incentivo Bancário, entre outros

5-    Estipular metas a curto, médio e longo prazo para a empresa

Dois jovens, um casal e uma empresa: tudo antes dos 30

Walbimar e Suellen, casal de sucesso
Walbimar e Suellen, casal de sucesso

Os dois trabalhavam desde cedo e foi por meio da experiência profissional que se conheceram, casaram e abriram o próprio negócio. Suellen Santana Pimentel, aos 12 anos, começou a auxiliar os pais no setor administrativo da revendedora de carros que pertencia a eles. Enquanto isso, Walbimar José Ribeiro Júnior, mais conhecido como Júnior, ainda na adolescência, também dava uma mão ao pai na loja que ele tinha de acessórios para automóveis.

Ela sempre soube administrar muito bem e gostava do que fazia. Ele já sinalizava que era um ótimo rapaz para lidar com as vendas e o comercial. O estabelecimento do pai de Júnior prestava serviço para a loja de Suellen, e ele era amigo do irmão dela. O futuro casal já tinha sido apresentado, mas a paquera só foi rolar depois de alguns anos, durante uma festa onde os dois se encontraram.

Depois disso, os jovens pombinhos logo começaram a namorar e foram apoiados pelas suas famílias, já que elas se conheciam. Durante esse período, Júnior começou a guardar uma grana e com o dinheiro comprou alguns poucos carros para revender. Em seguida os dois se casaram e, em 2008, a loja onde Suellen trabalhava encerrou as atividades.

Como dois bons empreendedores e já com espíritos de empresários, o casal vendeu a casa que tinham comprado juntos e pegaram vários carros na venda do imóvel. Com esses automóveis, alugaram um ponto comercial, montaram uma loja e nasceu a “Júnior Veículos”, que vende e compra novos e seminovos.

Hoje, ela tem 25 anos e ele 30. Os dois acreditam que a experiência que tiveram no mercado e a garra com a qual enfrentavam os desafios colaboraram bastante para a iniciativa de abrirem, juntos, o próprio negócio. “Eu trabalhava desde muito cedo e observava as decisões que meus pais tomavam”, revela Suellen. “Ainda adolescente fui correr atrás do que podia ser meu. Conquistei ela e o nosso lugar no mercado”, declara Júnior.

O casal atende no feirão Cidade do Automóvel, no município de Serra, na Reta do Aeroporto
O casal atende no feirão Cidade do Automóvel, em Serra

O casal explica, também, que a vida dos dois ainda continua com o mesmo pique de jovens. Gostam de viajar, curtir as baladas da noite e sonham com o futuro juntos. Pensam em continuar vendendo carros e aumentar o ponto comercial que eles têm, localizado em Vitória. Atualmente, eles atendem no feirão Cidade do Automóvel, no município de Serra, na Reta do Aeroporto.

O que mudou de lá pra cá foram as responsabilidades. Agora eles têm funcionários e uma empresa para dar conta. Mas as habilidades dos dois continuam sendo usadas da mesma forma. Ela continua no administrativo e ele na frente de loja com o comercial e na venda de carros.

 

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