Edufes promove lançamento coletivo de livros

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[h4] Editora da Ufes realiza nesta quinta-feira o lançamento coletivo dos livros produzidos no primeiro semestre de 2013. [/h4]

Izabelly Possatto – Nesta quinta-feira, 01 de agosto, acontecerá o primeiro lançamento coletivo de livros desse ano da editora da Ufes (Edufes). O evento começará às 18h na Galeria de Arte Espaço Universitário, que fica no campus de Goiabeiras.

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Ao todo 12 livros impressos em diversas áreas serão lançados. As publicações são resultado detrabalhos, dissertações ou teses defendidas por docentes da Universidade. Confira abaixo uma entrevista com o professor de História Econômica e Social Luiz Cláudio Ribeiro, autor da obra Excelsos Destinos: história da energia elétrica no Espírito Santo 1896-1968,

Confira também a os títulos das obras, que estarão a venda na livraria da Ufes.

UU: De onde partiu a ideia para a realização do livro Excelsos Destinos: história da energia elétrica no Espírito Santo 1896-1968?

LCR: Esse trabalho é resultado da minha tese de doutorado, concluído em 2003, que foi feita na Universidade Federal Fluminense. Eu estudo sobre o processo de formação do sistema estadual de energia para o Espírito Santo, ou seja, como desde as primeiras políticas públicas no final do século XIX, as cidades do Espírito Santo, com atenção principal a Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e aos municípios vizinhos, foram criando empresas, construindo represas, formando energia a partir da geração termelétrica (geração de energia elétrica através de motores acoplados a geradores), e por centrais hidrelétricas (energia gerada a partir de quedas de água dos rios). O livro trata disso.

UU: O senhor faz um recorte de tempo (1896-1968), mas dentro desses anos houve algum período que mereça maior destaque?

LCR: O enfoque maior é a partir dos anos 20, 30 e vai até os anos 60. Nele, se destacam as concessões feitas a empresas privadas. Aqui, no Espírito Santo, a concessão foi fornecida a um grupo norte-americano, que criou uma empresa em Vitória chamada Companhia Central Brasileira de Força Elétrica. Ela produzia e distribuía energia para os bairros residenciais de Vitória. Nas áreas industriais ela implantou o sistema de bondes elétricos e de telefonia, além de ser a responsável pela travessia por lanchas entre Vitória e Vila Velha. Essa era, então, uma empresa que tinha autorização para prestar múltiplos serviços em diferentes áreas.

UU: E o que aconteceu com essa Companhia?

LCR: Com a expansão urbana a partir da década de 40, a energia gerada começou a ser insuficiente. Nos anos 50 os “apagões” já eram frequentes nos bairros. Além disso, teve início a campanha nacionalista, que defendia que empresas brasileiras deveriam ser operadas por capital brasileiro. Essas reclamações fizeram com que o estado do Espírito Santo começasse a planejar, em 1951, no governo do Jones Santos Neves, a criação de uma empresa governamental que cuidasse dessa parte da geração e distribuição de energia. Dessa forma, foi criada em 1956 a Escelsa – Espírito Santo Centrais Elétricas. Essas questões e toda a história entre Escelsa e a Companhia Central Brasileira de Força Elétrica é que são o enfoque do meu livro.

UU: Há algum motivo especial para a escolha do título Excelsos destinos?

LCR: O livro se chama Excelsos Destinos como uma referência direta à Escelsa. Excelsos Destinos representa essa crença no futuro que a Escelsa representou. A expressão foi usada primeiramente por Francisco Lacerda de Aguiar, governador em 1956, em discurso sobre a empresa. Aguiar falou que a companhia representava os excelsos destinos do Espírito Santo. Usei esse termo por ter achado interessante, já que a energia elétrica no Espírito Santo e no mundo inteiro representa muita coisa.

UU: Para o senhor qual a importância da história da energia elétrica? 

LCR: A energia elétrica representa uma mudança tecnológica. Depois que a energia elétrica foi implantada a sociedade mudou. Ela trouxe um salto muito importante na vida da sociedade, pois alterou relações políticas, econômicas, sociais e culturais na vida das pessoas. O livro vem cobrir uma lacuna existente. Não existia nada escrito traçando esse percurso dessa política pública de energia. Energia elétrica, energia como um todo é sempre um tema muito relevante. Hoje além da energia elétrica se fala em outras fontes alternativas de energia, da conservação da energia, se fala no futuro da energia pensando na conservação dos ambientes, a energia produzida a partir de fontes não poluentes e renováveis, como o ar por exemplo. Espero que seja um livro que vá servir de referência para novos estudos, que possa servir para conhecer como a nossa sociedade chegou ao estágio em que a gente está hoje, que possa, enfim, desencadear mais conhecimento sobre o Espírito Santo.

UU: Qual a parte que o senhor achou mais complicada de ser trabalhada na obra?

LCR:Eu acho que foi entender o processo político no Espírito Santo, porque fiz isso através de fontes orais e fontes documentais. E a parte política você não encontra descrita nos livros. É preciso ter sensibilidade,  perspicácia de ouvir as pessoas, analisar qual é o relacionamento dela com o tema, o que ela gosta e o que não gosta, o que tem a tendência a elogiar e o que tende a criticar, o que ela lembra e o que não lembra tão bem. Esse é um trabalho muito minucioso que a gente tem que aprofundar muito no tema, tem que estudar muito e tem que perceber essas mudanças para produzir uma narrativa que seja esclarecedora e que você consiga pesar as opiniões de uma maneira que você dê uma visão mais ampla e que o leitor compreenda.

UU: Sua tese de doutorado pela Universidade Federal Fluminense foi publicada em 2003. Houve alguma alteração significativa durante esse tempo no texto? Por que esperou tanto tempo para a publicação?

LCR: O livro se manteve o mesmo de maneira geral. Algumas atualizações bibliográficas é que foram realizadas. A espera foi por causa da dificuldade de organização, a espera do processo dentro da Universidade. O livro poderia ter sido lançado até antes, mas o trabalho absorve muito, e um livro precisa ser organizado com carinho. Tem que fazer a revisão, tem que buscar imagens, tem que ler e reler várias vezes, atualizar bibliografia e isso tudo foi feito. Este é meu o meu nono livro, se eu somar o que eu já produzi sozinho e com outros autores.

UU: Algum outro projeto em mente?

LCR: Tenho um livro chamado Ofício Criador, que é resultado de um estudo que fiz na época do meu mestrado, que também vou propor à Edufes. Já está em processo de revisão e captação de fotos e imagens que vou colocar para começar a fazer uma edição. Acredito que esse livro vai ficar pronto em no máximo um ano.

Abaixo seguem os demais livros que serão lançados pela Edufes:

[accordion_container][accordion title=”Tecnologias de gestão e subjetividadede Simone da Costa Fernandes e Eduarde de Biase Gomes (Orgs.)”]congrega artigos de vários especialistas da área de administração pública que participaram como convidados do V Seminário de Gestão Organizacional Contemporânea, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo.[/accordion]

[accordion_container][accordion title=”Coleção horizontes da pesquisa em história da educação no Brasil – Vol. XI: invenções, tradições e escritas da história da educação), de Regina Helena Silva Simões e José Gonçalves Gondra”]A coleção comemorativa dos dez anos da SBHE reúne resultados de estudos realizados em diferentes instituições de ensino brasileiras. A publicação do volume XI tem como objetivo intensificar intercâmbios, por meio dos debates acerca das tradições, invenções e escritas da história da educação.[/accordion]

[accordion_container][accordion title=”revista Contexto“]Esta edição, editada por Leni Ribeiro Leite e Paulo Roberto Sodré, contempla dois números da revista: o número 21, que traz quatro artigos sobre “O nome na literatura (da antiguidade ao século XVIII)” na sua seção Dossiê; e o número 22, que traz em sua seção Dossiê quatro artigos sobre “A tópica na literatura (da antiguidade ao século XVIII)”.[/accordion][/accordion_container]

[accordion_container][accordion title=”Marx, Ricardo e Smith sobre a teoria do valor do trabalho, de Reinaldo Carcanholo”]Escrito numa linguagem acessível, o livro  atualiza a melhor tradição da critica da economia política que animou o debate clássico. A provocação intelectual é um fio que percorre esta coletânea fecunda na apropriação rigorosa da lógica da explicação de Marx[/accordion]

[accordion_container][accordion title=”A questão social e as políticas sociais no contexto latino-americano, Maria Lúcia Teixeira Garcia e Eugênia Célia Raizer”]Apresenta análises e interpretações sobre alguns dos mais importantes cedentes temas da atualidade: a pobreza, a desigualdade, a inserção periférica e subordinada do Brasil e da América Latina no sistema capitalista mundial.”.[/accordion][/accordion_container]

[accordion_container][accordion title=”Coleção educação do campo – saberes e práticas,de Adenilde Stein Silva, Charles Moreto, Erineu Foerste, Janinha Gerke de Jesus e Maria Aparecida Trarbach (Orgs.)”] A leitura deste livro é um encontro com a legitimidade de professores campesinos, que compartilham saberes da reflexão sobre a prática. Os textos emergem de escuta respeitosa e de diálogo intercultural, onde o professor do campo propõe sistematizar suas concepções de vida e trabalho.[/accordion]

[accordion title=”Falar da educação do campo (Coleção educação do campo – cartas de professores do campo, organizado por Erineu Foerste, Letícia Queiroz de Carvalho, Rachel Curto machado Moreira)”] Ler este livro é deixar-se desafiar por outras palavras e outros textos e contextos, nos quais as lutas campesinas coletivas por terra e educação pública de qualidade para todos se constroem como prática popular-libertadora.[/accordion][/accordion_container]

[accordion_container][accordion title=”Coleção educação do campo – origens da pedagogia da alternância no Brasil, de Paolo Nosella”]A leitura da obra , nos informará sobre o surgimento da pedagogia da alternância e, a partir da experiência específica de sua implantação no Brasil pelo movimento de Educação Promocional do Espírito Santo – Mepes, também nos permitirá compreender em que ela consiste.[/accordion]

[accordion title=”Coleção educação do campo – diálogos interculturais em terras capixabas, de Alberto Merler, Erineu Foerste, Laura Maria Bassari Muri Paixão e Rogério Caliari (Orgs.)”]O livro , discute experiências concretas interculturais de educação do campo em “terras capixabas”, ainda muito pouco exploradas por pesquisas acadêmicas. A reflexão sobre nossas práticas pedagógicas com produção escrita acadêmica é desafio que aos poucos os profissionais de ensino compreendem como necessário.[/accordion][/accordion_container]

[accordion_container][accordion title=”Excelsos destinos: história da energia elétrica no Espírito Santo 1896-1968, de Luiz Cláudio Ribeiro”]O livro , analisa a formação do sistema público de serviços elétricos ocorrido no estado do Espírito Santo entre as décadas de 1890 a 1960, descrevendo as estratégias do poder público em setores infraestruturais da economia e da sociedade capixabas.[/accordion]

[accordion title=”A práxis ambiental educativa: diálogo entre diferentes saberes, Maria das Graças Ferreira Lobino“]Estabelecendo o diálogo entre os diferentes saberes e práticas, Maria das Graças Ferreira Lobino navega no livro  entre a razão crítica e o senso comum, a obra apresenta um conjunto de atividades práticas que permitem ilustrar experiências e reflexões que inspiram principalmente o professor, que assume o desafio de realizar a educação ambiental no espaço escolar.[/accordion][/accordion_container]

[accordion_container][accordion title=”Escola primária e o ensino da leitura e da escrita (alfabetização) no Espírito Santo (1870 e 1930), de Cláudia Maria Mendes Gontijo e Sílvia Cunha Gomes”]A obra , é uma referência importante para os profissionais da educação, para os professores que atuam nas classes de alfabetização, para pesquisadores no campo da história da alfabetização e, também, leitura obrigatória para aqueles que dirigem a educação no Espírito Santo.[/accordion]

Serviço:

Edufes – Editora da Ufes – fica localizada no prédio da Secretaria de Cultura da Ufes – Campus de Goiabeiras – Tel. 4009-7852

Livraria da Ufes – localizada no Centro de Vivência da Ufes – Campus Goiabeiras – tel. 4009- 7685

ediufes@yahoo.com.br

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