Assembleias decidem os rumos das manifestações

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[medium]Foto: blog Ogg Ibrahim[/medium]
[h4]Com a intenção de manter o movimento vivo e continuar levando as pessoas às ruas, a sociedade se reúne em Assembleias para discutir e elaborar pautas de protestos[/h4]

Astrid Malacarne, Daiane Delpupo e Jéssica RomanhaEm meio a este clima intenso de manifestações, muitos jovens, de todo o país, participantes do movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos”, se unem a pessoas de todas as idades para articular pautas dos protestos e continuar nas ruas com suas reivindicações.

Nos últimos finais de semana, muitos deles deixaram suas programações habituais e saíram de suas casas para se encontrarem em assembleias, discutir e decidir os novos rumos das manifestações.

Na Ufes, as assembleias gerais dos dias 22, 23 e 29 de junho reuniram cerca de 200 pessoas cada uma, muitas delas jovens, mostrando a força e o empenho em prosseguir com a luta por melhorias e direitos do cidadão brasileiro.

Para o estudante Ruy Faria, 20 anos, este momento de união e discussão é importante para manter um movimento organizado e centrado nas prioridades da população. “Na assembléia é o momento de decidir as pautas, organizar os novos atos e prosseguir com um movimento organizado”, afirma.

Durante a Assembléia Geral diversas questões são levantadas, discutidas e defendidas como um ponto de reivindicação para entrar na pauta dos protestos. “As decisões são tomadas de forma democrática. As pessoas fazem propostas as quais são votadas por todos que ali estão presentes”, explica a Comissão de Comunicação das Assembleias Populares de Vitória. “Cada pessoa diz sua proposta que é, imediatamente, anotada. Depois de ter anotado tudo, as propostas são explicadas. Se alguém tem alguma duvida ou algum questionamento a fazer, a proposta fica em destaque e, no final, o ponto é esclarecido por quem o sugeriu”, acrescenta. As votações são feitas de forma simples e aberta. A cada ponto, as pessoas presentes levantam, ou não, o braço para decidir se a questão fica ou é excluída da pauta.

Reforma eleitoral, democracia direita, fim da criminalização dos movimentos sociais, melhorias na saúde pública, reforma tributária, voluntariado no Brasil, diminuição dos salários de parlamentares e fim do voto obrigatório são alguns dos quase 200 pontos discutidos e sugeridos para as pautas de reivindicações nacionais e estaduais.

Além dos pontos, durante as reuniões também foram decididas as novas datas, os horários e percursos dos próximos atos.

De acordo com a Comissão de Comunicação das Assembleias Populares de Vitória, o objetivo central das reuniões é ouvir todas as pessoas ali presentes, discutir e argumentar sobre cada questão levantada, tendo sempre como base o princípio de democracia.

Ruy, que participou de todos os atos realizados até então, acredita que a Assembleia Geral é fundamental para que o movimento não perca força. “Apesar de ser um movimento de todos e não possuir líderes, é importante que tenhamos organização para que a luta se mantenha de pé e que pessoas continuem indo as ruas, reivindicando seus direitos, em busca de um futuro melhor”, diz.

Clique aqui e conheça as reivindicações do movimento

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