Conheça o LABIC, o Laboratório de estudos sobre Imagem e Cibercultura da Ufes

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Allan Cancian – Quando se fala de grandes estudos sobre informação, tecnologia e imagem, do que você lembra? MIT, Microsoft Research, USP ou qualquer outro? E se eu contar para vocês que aqui no Espírito Santo, mais especificamente na Ufes, existe um laboratório que vem desde 2007 criando pesquisas e trabalhos sobre essas áreas, que unem tecnologia e comunicação, atuando e explicando grandes assuntos de nossa sociedade?

O Laboratório de estudos sobre Imagem e Cibercultura, ou simplesmente LABIC, tem como missão a realização experimental de produtos digitais, bem como o desenvolvimento de pesquisas e atividades de extensão sobre o impacto da cultura digital nos processos e práticas de comunicação em nossos dias atuais.

O LABIC já participou da criação de inúmeros trabalhos, que vão desde uma análise sobre o último capítulo da novela “Avenida Brasil”, até assuntos polêmicos e importantes, como o Marco Civil da Internet e sobre as manifestações sociais que estão ocorrendo atualmente no Brasil. Este último tema, que continua sendo desenvolvido pelo Labic, que deixou o Laboratório visível na mídia mundial, sendo citado em jornais como New York Times, El Diario, O Globo e TVs, como a Globo News.

Graças à análise dos dados sobre os protestos no Espírito Santo, por meio de palavras chaves comuns em todo o Brasil, o LABIC conseguiu entender como a rede estava organizada, o que mais gostava de postar, compartilhar e qual a ligação entre as principais autoridades e replicadores sobre a “Primavera Brasileira”.

Professor Fábio Malini dando uma entrevista para a Globo News sobre os protestos no Brasil.
Professor Fábio Malini dando uma entrevista para a Globo News sobre os protestos no Brasil.

Para o professor Fábio Malini, coordenador do laboratório e pesquisador na área da cibercultura, trabalhos sobre movimentos sociais “ajudam a mostrar a complexidade e a multiplicidade de pautas, sendo este um dos elementos mais importantes”. Com estudos desse tipo, percebe-se que esses movimentos não possuem muitos líderes, mas sim porta-vozes. “A metáfora do movimento é a própria rede. É difusa, distribuída, sem centro e com forte comoção que se espalha na internet”, afirma o professor.

Mas nem só de pesquisas vive o laboratório. Por ser um espaço de estudos interdisciplinares, rotineiramente são organizados eventos que envolvem diversas áreas acadêmicas e que são voltados para variados públicos. O LABIC já foi responsável por promover eventos importantes, como o “II Fórum de Mídia Livre”, o “Festival de Música Livre”, IV e V Fórum Regional de Comunicação, Intercom Sudeste 2010, entre vários outros encontros e palestras.

Para quem gosta de redes sociais, cibercultura em geral e imagens, o grupo é o lugar certo! A Jornalista Priscilla Calmon, que participou do laboratório entre os anos 2012 e 2013, afirma ter aprendido bastante fazendo parte da equipe: “o que aprendemos no LABIC nos acompanha para o resto da vida e se torna um grande diferencial no mundo profissional e acadêmico”, comenta.

O LABIC fica localizado no Centro de Artes, CEMUNI I, sala 10. Quem se interessar em fazer parte precisa ter como pré-requisito a inquietação: “para participar precisa ter responsabilidade e desejo de ser pesquisador. Ter vontade e aquela inquietação em descobrir”, afirma Fábio Malini.

 

Para mais informações, entre em contato com o LABIC:
Site: www.labic.net/
Telefone: (27) 4009-2752

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