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(Leandro Reis e Rebeca Santos)

Reduto da editora Cousa e dos grupos de teatro Repertório e Z., a Má Companhia, no Centro de Vitória (Rua Professor Baltazar, 152, Cidade Alta), abrigará espetáculos, exposições, debates e outras movimentações culturais ao longo de 2013. O espaço foi inaugurado na última terça-feira (09), numa noite de shows musicais, lançamento de livro e mostras artísticas.

“Mais do que apenas sediar o Grupo Z de Teatro e a Repertório Artes Cênicas e Cia, a Má Companhia pretende ser um espaço dinâmico em que seja possível a produção e a fruição cultural”, comenta Fernando Marques, diretor e dramaturgo do grupo Z.

"O Grande Circo Ínfimo" foi um dos espetáculos recentemente encenados pelo Grupo Z, que promete retrospectiva em 2013. Foto: Luara Monteiro

“O Grande Circo Ínfimo” foi um dos espetáculos recentemente encenados pelo Grupo Z, que promete retrospectiva em 2013. Foto: Luara Monteiro

A programação de 2013 inclui uma série de apresentações dos grupo Z. e Repertório, com temporadas curtas de espetáculos, a segunda edição do OFF – Mostra de Teatro de Grupo, que reúne a produção de grupos locais, e a temporada da peça “Quatro intérpretes para cinco peças”, que começa nesta quinta-feira (18), às 20 horas, com ingressos a preços populares, na sede dos grupos.

O espetáculo, inclusive, faz parte do projeto que comemora os quinze anos do Grupo Z, completados em 2012. Balizado pela iniciativa, o coletivo realizará, ao longo deste ano apresentações de peças que marcaram sua trajetória – e ainda lançará seu site e um livro sobre sua história.

Antes chamado de Casarão, a Má Companhia serviu como um ambiente de dinâmica diferente dos palcos comuns, no que diz respeito, principalmente, ao diálogo com o público, com experimentações cênicas e outros recursos. No espaço, a plateia fazia parte do espetáculo, uma vez que a sala de apresentações permitia – ou obrigava – maior aproximação entre artistas e espectadores. Agora, além de se manter como um palco diferenciado, a Má Companhia cobre a lacuna da programação anual de teatro no Espírito Santo. “Há hoje, na Grande Vitória, uma grande escassez de espaços para as artes cênicas. Manter espetáculos em temporada é cada vez mais difícil. Qualquer espaço que venha a viabilizar isso é de extrema importância”, afirma Fernando.

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