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(Karla Danielle Secatto e Lila Nascimento)

O Seminário Museu na Universidade foi promovido pela Superintendência de Cultura e Comunicação (Supecc), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), entre os dias 5 e 6 de março, com o objetivo de ser o ponto de partida de um debate sobre as concepções, abordagens e dinâmicas na construção e gestão de um espaço de valorização e difusão da artes plásticas e visuais no Estado.

A missão foi concluída, e agora, o desafio será conceber este projeto e integrar não só a comunidade acadêmica, como também produtores culturais, empresários e gestores culturais e a sociedade.

O seminário, organizado pela Galeria Espaço Universitário (Supecc/Ufes) contou com a participação de especialistas em diversos tipos de museus, artistas e professores do Brasil, Argentina  Espanha e Portugal. Para a curadora do Museu Sofia Reina, na Espanha, Arianne Vanrell Vellosillo, uma das participantes do seminário, um projeto como este será bem sucedido com diálogo e acordos na própria universidade e com a comunidade.

“ A Universidade é um reflexo da sociedade, então, não há como discutir e traçar planos para um Museu na universidade sem pensar em como integrá-la ao projeto. É preciso haver um diálogo, e esse Seminário demonstra a preocupação em fazer, e fazer corretamente”, afirmou.

Arianne destacou como um museu na universidade contribui com o ensino e abre espaço para a pesquisa, o que resulta numa melhor melhor formação de alunos e pesquisadores. Ela ainda ressalta que a presença constante e atualizada de um site do Museu na web é uma ferramenta que contribui para a divulgação da instituição e para a aproximação com a comunidade.

A curadora Diana Wechsler, do Museu da Universidade Nacional Três de Fevereiro (Muntref),  Argentina, falou sobre a sua experiência como curadora num museu universitário localizado numa cidade ao lado da capital, Buenos Aires . “ O Muntref é um Museu na Universidade mais democrático, porque levamos a arte às margens da capital. Em cada mostra trabalhamos para mudar a realidade local, envolvendo empresas e escolas”, destacou.

No início, para ganhar credibilidade e atrair a atenção da imprensa e do público, o Muntref buscou parcerias e promoveu exposições com forte apelo popular, apresentando ao obras de Picasso, por exemplo.

O Muntref, que Diana declara ser um espaço criativo e de cumplicidade, também deu certo como resultado a um projeto que estudou a realidade da Universidade, buscando adaptar-se a ela. “ Um museu universitário não necessita de tanta estrutura, pois você já possui todo o espaço físico da Universidade. Além disso, o museu pode se expandir e usar espaços da cidade, integrando-o e aproximando-se da população. O que nós temos, no que investimos, são os nossos profissionais e alunos, que estão em progressivo e constante trabalho.”

Essa é a dica que ela deixa para o Marco, Museu de Arte Contemporânea da UFES: tomar como missão e encarar o desafio de pensar e desenvolver um museu universitário, que envolva estudantes, artistas locais, profissionais da academia e se alonguem, chegando à sociedade.

Para a estudante de artes visuais da UFES, Kátia Imaculada Cassiano, essa é uma importante diretriz. “ A proposta da Superintendência de Cultura e Comunicação é plausível e louvável, a UFES merece esse museu, mas é preciso que toda a comunidade acadêmica esteja integrada, que a partir desse momento, possam ser desenvolvidos estudos científicos, de investigação também acolhendo aos estudantes. O Museu precisa “contaminar o ambiente”, levar também os discentes da UFES a integrarem os processos de produção, pesquisa e curadoria, disseminando o conhecimento e desde já incentivando e aperfeiçoando o ensino e a prática.”

 

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