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(Livia Corbelari) Lou, Joey, Johnny, Steve e Don lembram nomes de ícones do rock, mas, na verdade, são alguns dos personagens dos contos do livro Catamaran, do estreante escritor Leandro Reis. As pequenas histórias contam, com certa continuidade, a ascensão de uma banda de rock e as excêntricas experiências dos músicos, que vivem uma vida desregrada, digna de qualquer rock star.

Leandro Reis se utiliza de toda a violência e a libertinagem do rock’n roll para compor sua obra. Catamaran é sobre todas as coisas que cercam o cenário do rock como arrogância, decadência e hedonismo. “A música, na verdade, foi também uma ferramenta pra utilizar no texto. Muito do ritmo do livro tem a ver com cadência de acordes, às vezes é algo mais acelerado, às vezes mais lento”, explica.

O autor conta que quase todos os títulos são nomes de músicas: tem Lobão, Radiohead, Sparklehorse, The Doors, Black Sabath, e os personagens são inspirados em ícones do rock. “O Lou, cantor, nasceu do Lou Reed. O Johnny Yen, de Lust for Life, do Iggy Pop: ‘Here comes Johnny Yen again / With the liquor and drugs’. Adoro essa imagem”, conta Leandro.

O livro utiliza-se das referências musicais para falar do ser humano, do sujeito inadequado, que vive à margem e em crise existencial. Para fugir dos clichês, o autor se propôs um exercício de autoconhecimento. Entretanto, ele afirma que “não houve – é bom dizer – muito exercício autobiográfico, o livro é feito de representações. Mas aquilo tem que sair de algum lugar. A dor que está ali é real”.

Catamaran é o primeiro volume da Coleção Cousa Nostra, um novo selo editorial lançado pela Cousa que irá reunir a nova literatura produzida no Espírito Santo. Leandro Reis, junto com o também jovem escritor Daniel Vilela, foram escolhidos para inaugurar as publicações pela qualidade e originalidade das obras apresentadas.

Leandro, de 22 anos, concluiu seu primeiro livro como integrante do Programa Rede Cultura Jovem, em 2011, e começou publicando textos na Revista Graciano. O escritor é também graduando em Comunicação Social na Ufes e conheceu o editor da Cousa, Saulo Ribeiro, quando foi entrevistado pelo projeto de extensão da Ufes Cronópio. “Quando eu estava terminando de escrever o livro, falei com ele que iria mandar o arquivo para ouvir sua opinião e, quem sabe, tentar uma publicação. Ele gostou do livro e aí começamos a correr atrás da publicação”, conta.

Serviço

Adquira o livro no site da Editora Cousa

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