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(Michelle Terra)

Foi na pequena Melle, na França, que nasceu o músico Jeremy Naud, de 32 anos. Conheceu a música brasileira há oito anos, quando a banda Manimal tocou em sua cidade. Desde então, ele mantém contato com vários músicos do estado, em especial com Carlos Papel, com quem tem uma parceria. Nos últimos sete anos tem viajado pelo mundo, aprendendo um pouco mais sobre sua arte a cada parada. Atualmente vivendo em Vitória, ele nos encontrou em uma bar na Rua Sete, e contou um pouco de sua história.

 

“Estou construindo minha própria cultura”

 

 

Quando começou seu interesse pela música?

Minha família é toda voltada para a música. Meu avô toca violino e sax; meu pai, trompete, assim como meu irmão, que também toca bateria e minha irmã canta, toca piano… Sempre estive nesse ambiente.

E que instrumentos você toca?

Toco piano, acordeão e clarinete, mas minha especialidade é o piano. Toco desde pequeno. Toco jazz, e vivo da minha música.

Conte-me um pouco de sua parceria com o músico Carlos Papel, e com outros músicos do estado.

Um amigo em comum, Antoine Viorette, nos apresentou quando vim ao Brasil em 2011. Produzi o último disco do Carlos e toquei com ele em Cádiz, na França. Participei do disco da Marcela Lobo, e tenho um trio de música brasileira com o Rodolfo Simão, o Fam Estudio.

Faz parte de algum outro projeto?

Sim, tenho uma banda na França, o Jazz Corbo Box. Foi com ela que vim ao Brasil pela primeira vez, dois anos atrás.

Com que frequência faz apresentações? Qual foi a que te marcou mais?

Faço shows uma ou duas vezes na semana. A apresentação que mais me marcou foi a minha primeira aqui no Espírito Santo, no lançamento do CD Fora do Eixo do Carlos Papel. Um amigo meu tinha morrido, e dediquei uma música a ele.

E você possui alguma obra gravada?

Ainda não, mas pretendo gravar um disco até o final deste ano. Já tenho algumas músicas minhas prontas, em parceria com Papel, e algumas participações em CDs de amigos, como o Gean Pierre, que me indicou para este projeto.

Há quanto tempo está no Brasil? Pretende fixar residência aqui?

Estou no Brasil há um ano, e pretendo ficar por mais um. Há sete anos não possuo uma residência fixa – estou viajando pelo mundo, construindo minha própria cultura. Nos primeiros três anos desta empreitada, andei pelo meu país; depois, fui para a Espanha, onde fiquei cinco meses aprendendo flamenco.

Quais são as diferenças e semelhanças entre o cenário musical francês e o brasileiro?

O engraçado que é muito igual, e ao mesmo tempo, muito diferente. Aqui, a cultura é ouvir música na mesa do bar, tomando uma cerveja com os amigos. Na França, o povo está mais acostumado a sair para ouvir jazz, vai a festivais no gênero. A semelhança entre os dois locais é que é igualmente difícil viver de música em ambos.

Indique alguém para ser nosso próximo convidado aqui no Conversa de Roda.

Indico o Carlos Papel e o Rodolfo Simor.

 

Entre em contato com Jeremy Naud pelo email naud.jeremy@gmail.com, e confira seu trabalho com Carlos Papel no MySpace da dupla.

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