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(Michelle Terra)

Nascido em 1980, o guitarrista, violonista, arranjador e diretor musical Rodolfo Simor estudou Licenciatura em Música na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), depois de abandonar o curso de Ciências Sociais. Também estudou violão erudito na Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), onde, posteriormente, ingressou no curso de Música Popular para estudar guitarra. Lecionou guitarra na escola de Arte Musical Dourados, e atualmente é professor de Guitarra e Violão na Escola de Música e Tecnologia (EM&T)  e integrante da banda Solana. Confira a nossa conversa.

 

“Me realizo quando a música acontece de alguma forma”.

 

 

Como começou sua carreira? Há quanto tempo está na estrada?

Comecei a tocar profissionalmente em 1998, ou seja, estou há 15 anos na estrada. Comecei acompanhando artistas, o que continuo fazendo até hoje, mas de uma forma mais seletiva. Tenho também uma banda, a Solana, que está para lançar seu terceiro disco. Também sou produtor musical e hoje estou à frente dos trabalhos do FAM Studio.

Já ganhou algum prêmio?

Lido com música independente, e por isso as premiações são raras. Mas com o Solana ganhamos em 2008 o prêmio Omelete Marginal com melhor disco, melhor banda e melhor site do ano.

Quem são os seus ídolos?

Jimmy Page e Phil Keaggy como guitarristas. E o Mario Caldato como produtor musical.

Se pudesse fazer uma parceria com qualquer pessoa, quem seria e por quê?

Sou muito feliz com as parcerias que tenho feito nos últimos anos, com a Aline Pignaton, Edivan Freitas, Fernando Zorzal, Giuliano de Landa, etc., mas me sentiria lisonjeado em gravar um disco com Elton Pinheiro. O disco Lavrador, lançado em 2012, foi um dos melhores discos que ouvi, e acredito em sua arte, poesia e inspiração.

Quais instrumentos você toca? Tem algum favorito?

Toco guitarra e violão, mas arranho outras coisas no estúdio, como synths, baixo e computador, que hoje se tornou um instrumento. Nunca tive um favorito. Me realizo quando a música acontece de alguma forma.

Qual sua inspiração na hora de compor suas músicas? Já gravou algum álbum?

Coisas do meu cotidiano. Vivo gravando discos, mas não um individual como artista.

Já fez uma uma turnê internacional? Como foi? Como foi a recepção do público estrangeiro?

A turnê internacional foi uma experiência maravilhosa, de muito aprendizado, amizade e trocas. Toquei com Solana e Marcela Lobbo na França e o público foi muito generoso e ávido pela arte. Fiz amizades, como o caso do grande pianista francês Jeremy Naud, que hoje mora em Vitória.

Se pudesse fazer um show em qualquer lugar do mundo, onde seria e por quê?

Gosto que a música me leve a lugares que eu não escolhi. Mas tocar nos EUA seria interessante, pois é lá que toda essa indústria começou, e gostaria de tocar na Rússia e conhecer melhor sua cultura.

Quais são os prazeres e dissabores de ser músico?

Tem os dissabores de qualquer profissão: desemprego, poucas oportunidades, falta de reconhecimento e incentivos. Mas no caso do Espírito Santo, o grande dissabor é a falta de um mercado sustentável. Os prazeres são diversos, como lugares e pessoas que passamos a conhecer, amizades… e fazer o que gosto é imprescindível.

Indique alguém para ser o próximo entrevistado.

Indico o Elton Pinheiro.

 

Confira o trabalho de Rodolfo Simor:

 

Entre em contato com Rodolfo Simor pelo email rodsimor@gmail.com.

 

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Comentários 1 Comment

  1. Barco Verde 20 de agosto de 2013 at 22:22 — Reply

    Simplesmente gosto.

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