Sozinhos, só que não!

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(Savya Alana e Larissa Gouveia)

Para quem insiste em reclamar que no Estado não tem nada de interessante para
fazer, ou para quem está cultivando ideais de produção no estilo eu pra mim mesmo
estão deixando de conhecer uma galera cheia de disposição e que está
fazendo acontecer na cena cultural capixaba.

A missão do Universo Ufes é justamente contribuir para que você conheça
de tudo um pouco, ou do pouco muito, sobre a cena cultural de nosso Estado. Por isso,  escolhemos um dos temas mais legais para que você embarque nessa conosco: os coletivos culturais do Estado.

– Mas o que é um coletivo cultural?

Pode ser uma ação pontual – uma galera que se reúne uma vez só pra colocar uma
ideia em prática – ou uma que tenha alguma vontade ou gosto
em comum – seja um estilo de música, arte, literatura, vídeo, ou qualquer outra
linguagem e decide se unir, organizar maneiras de vivenciar e divulgar o que gosta,
e fazer a cena se movimentar com o trabalho de pessoas da própria localidade e
assim encontrar mais gente que goste de se movimentar e tenha mais vontades em
comum. Colocar as ideias em prática e em rede. Entendeu?!

Para ficar mais claro, vamos ao primeiro coletivo que escolhemos apresentar:
o Assédio Coletivo.

Inicialmente idealizado pela agente cultural Amanda Brommonschenkel e pelo
integrante da banda Adios, Me Voy! Daniel Morelo, este coletivo completou um ano
em janeiro passado. Trata-se de um grupo de produtores culturais engajados na
valorização das produções artísticas autorais do Espírito Santo.

Talvez você não conheça nem o coletivo ou seus organizadores, mas já pode ter
curtido um som em um dos principais projetos deles, o Festival Tarde no Bairro, que
tem oportunizado às novas bandas e artistas uma espaço para se apresentarem e
adquirirem experiência de palco e com o público. Só neste primeiro ano (2012) foram
14 edições do Festival em 4 cidades diferentes. Oito delas foram produzidas pelo
Assédio, na cidade de Vitória. As outras seis foram produzidas por coletivos parceiros,
o Coletivo Canellada e o Circo Miúdo, de Vila Velha, o Coletivo Moxuara, de Cariacica,
e o Coletivo Gargalo, de Santa Teresa – interior do Estado. Foram incontáveis parcerias com banquinhas e artistas que faziam intervenções durante o festival. Ao todo foram 39 bandas que circularam nos festivais. Um dos espaços mais utilizados para as apresentações foi Bairro República, primeiro bairro a receber o Festival Tarde no Bairro.

Depois do Festival Tarde no Bairro, foi a vez da Reviravolta Coletiva (2012), uma semana de atividades de artes integradas. Para essa ação foi feito um mapeamento, que identificou cerca de 60 coletivos atuantes, que foram convidados a participar dessa ação, que ocupou alguns espaços de Vitória, aglutinando 37 ações integradas, como intervenções urbanas, festivais, oficinas, palestras, diálogos. Trocas infinitas entre coletivos e coletivos, público e coletivos, público e público. Todo mundo junto durante uma semana.

A galera do Assédio Coletivo, atualmente com 12 integrantes fixos, se reúne
semanalmente para articular e alinhar os objetivos como coletivo. Para 2013, os
objetivos são qualificar as ações do coletivo, se envolver mais com formação e
capacitação e fazer novas conexões e trocas com mais grupos. “O Assédio é um
coletivo de produtores, buscamos dialogar mais com a própria cena da cidade,
conhecer quem está produzindo perto da gente para organizar ações integradas”
reforça Amanda.

Quem quer ingressar em um coletivo, tem de estar em sintonia com os valores do
grupo. Nesse caso, os do Assédio (e que serve para todos os demais também) são o
respeito, o diálogo, o espírito de coletividade, a compreensão, a transversalidade e o
protagonismo.

Um desejo em comum: é disso que precisa um coletivo, e no caso do Assédio
Coletivo, esse desejo é o de ver a arte autoral do Espírito Santo valorizada.

“Sabemos que há qualidade no que é produzido aqui. Buscamos espaços para mostrar a qualidade de nossos trabalhos e da rede produtora que está conectada ao nosso coletivo. Acreditamos nas conexões e no diálogo com
outros grupos como ponto fundamental para o fortalecimento da cena cultural como um todo.”

Amanda Brommonschenkel

E ai gostou de conhecer o Assédio Coletivo, ficou interessado(a) em participar ou
conhecer mais a respeito? Então curta a fanpage deles em www.facebook.com/
assediocoletivo ou mande um e-mail para assediocoletivo@gmail.com.

 
Foto: Amanda Brommonschenkel.

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