O jazz na voz de Gilson Pimentel

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(Michelle Terra)

Quando nos encontramos com nossos amigos, os temas não acabam. Um assunto vai puxando o outro, em um círculo de assuntos diversos. O Conversa de Roda é isso: um projeto no qual entrevistamos músicos, capixabas ou de fora, perguntando sobre suas referências musicais, sua carreira, sua vida. Ao final de cada conversa, o entrevistado sugere um amigo para ser o próximo convocado, criando assim uma corrente de amizade e muita música.

O convidado desta semana é o músico Gilson Pimentel. Natural de Vitória, é administrador e publicitário, além de ser o vocalista de seu grupo de jazz, o Finest Hour, que toca na cena noturna de Vitória e completa uma década de carreira este ano. Casado e com uma filha de sete anos, nos concedeu essa entrevista por email, para poder passar mais tempo com sua menina. Conheça um pouco mais dele agora.

trio

 

“Uso a música como terapia”

Como começou sua carreira? 

Comecei com um grupo de amigos, composto por mim, Carlos Augusto Calmon, Mário Ruy, Fábio Calazans e Paulo Sodré. Montamos um grupo que a gente pudesse fazer um som e tomar uma. Às quartas feiras, nos encontrávamos na casa do Carlos e, depois de oito meses de ensaio, saiu o meu grupo de Jazz, Finest Hour, que este ano completa 10 anos! É a “hora do finesse” do Jazz.

Como define seu estilo musical?

Jazz, Bossa, com uma interferência na música dos anos 70 e 80. Funciona com Chill Out, Lounge, banda de baile. É versátil e um belo pano de fundo para eventos corporativos, que é nossa principal fonte de trabalho.

Quais são os seus ídolos?

Tirando o maioral, Jesus Cristo, na música fico com os cantores Frank Sinatra e Freddie Mercury, pelas vozes inigualáveis com timbres belíssimos. No Brasil, Tom Jobim como compositor e Chico Buarque pelo conjunto da obra.

Se pudesse fazer uma parceria com qualquer pessoa, quem seria e por quê?

Na verdade, uma banda, com a Brasilidade Geral! Juntaríamos nossas forças para oferecer um belo show na Praia de Camburi, uma “Big Band” para o cidadão de Vitória. Isso iria ser muito bom, tenho certeza!

Quantos instrumentos você toca? Qual o seu favorito?

(Risos) Não toco nem caixa de fósforos! Na verdade, quando a gente se apresenta em bares e festas menores, fazemos o “Trio”. Eu levo uma tamba, aquela bateria do Cassino do Chacrinha. O pianista do Finest, Carlos Augusto Calmon, viu uma dessas em Montreux, e montou junto com João Marcos, da banda VAM. Eu fico fazendo um “perfum drum”, com vassourinha na caixa e num prato só… Aí eu canto também, e fica com um resultado legal, mas não sou baterista, digo logo!

Você tem composições próprias? Já gravou algum álbum?

Sim! Tenho uns rabiscos e pretendo poder lançá-las, talvez como temas para o Finest, vamos ver… Quem sabe no show de 10 Anos?

Quantas apresentações fazem por mês?

Como sou atuante em outra área, uso a música como terapia. Quando pintam eventos para nosso formato musical, “tamo” dentro. Independente disso, fazemos shows a cada 15 ou 20 dias no Wunderbar. A cena para nosso tipo de som em Vitória escasseou muito nos últimos anos mas, ao que parece, agora as coisas voltaram a acontecer na Praia do Canto.

Se pudesse fazer um show em qualquer lugar do mundo, onde seria? Por quê?

Itália, na Toscana. Porque lá é um lugar mágico! Merece uma boa música para compor aquele cenário, aqueles vinhos e aquela gastronomia!

Quais são os prazeres e dissabores de ser músico?

Ser músico em si já é um prazer! Dissabor… (Suspira) Tantos… Empresários-sanguessugas, oportunistas de plantão, produtores mafiosos que desfazem os acordos depois do show pronto, ou até aquele dono de bar que “racha” o couvert artístico (leia-se salário do músico) ao final da apresentação, lastimável!

Indique alguém para ser o próximo entrevistado.

Indico o Roger Bezerra e o Wanderson Lopez.

 

Confira o trabalho do grupo Finest Hour.

 

Entre em contato com o músico Gilson Pimentel pelo facebook ou pelo telefone (27) 9622 3019.

Wunderbar Kaffee – (27) 3227 4331

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